Daniel Herz. Foto: A. C. Bernardes

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Projeto Encontro & Oficinas

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A Primeira Vez

Minha primeira lembrança em relação ao teatro infantil é ir com minha mãe assistir a uma peça no Tablado. O engraçado é que eu não me lembro de nenhuma cena da peça, muito menos o nome da peça. A única coisa que lembro apenas é da sensação de estar na plateia assistindo um espetáculo.

Só foi aos 18 anos que eu fiz um curso de teatro com o Clóvis Levy. Eu achava importante me aprofundar nesta arte que eu já vinha desenvolvendo durante minha adolescência. Fiz esse curso em paralelo aos estudos da faculdade de economia, mas à medida que o curso do Clóvis se desenvolvia, eu ia me desencantando pela faculdade.


Rito de Passagem

Foi uma paixão avassaladora, e no término do curso de teatro, eu resolvi montar uma companhia. Foi aí que começou minha história. Eu deixei de “estar fazendo teatro” para realmente ser um ator de teatro. Isso foi um rito de passagem muito importante na minha vida, porque eu passei a ter responsabilidades e a assumir posturas e decisões. Para mim foi uma mudança bem radical. Hoje em dia, essa questão é bem mais diluída para os jovens que estão ingressando no meio artístico. Antigamente, as expectativas da classe média nunca eram que o filho seguisse a classe artística.


Os Primeiros Espetáculos

A primeira peça que escrevi após o curso de interpretação com o Clóvis foi Entornando o Sonho, em 1986. Um espetáculo infantil sobre um garoto que vende balas na porta de um teatro. Na peça, que eu codirigi com o Mario Roberto, esse menino baleiro está sempre vendo os artistas e a movimentação do público e sonha em fazer parte do mundo teatral. Então, um dia, um dos atores do espetáculo em cartaz não chega para a apresentação e o elenco, sabendo que o garoto assistia a todos os ensaios, o convida para interpretar no lugar do ator ausente.

Além de dirigir e escrever, eu também atuei no espetáculo. E foi uma coisa bem bacana ter essa sensação de que você pode fazer de tudo. Foi uma experiência fantástica, atuar, escrever e dirigir ao mesmo tempo. A crítica arrasou o espetáculo, mas com certeza valeu a pena. A peça foi apresentada no antigo Teatro da Cidade, na Lagoa, no Rio.

Depois disso eu entrei para outra peça infantil A Incrível Viagem, com direção de Júlio Braga e com a Cláudia Gimenez no elenco. O espetáculo estreou no Teatro Villa-Lobos, em Copacabana. Foi uma época em que o Sindicato dos Artistas estava muito rigoroso, e chegou a ameaçar a produção com o cancelamento da temporada, caso eu e o Sérgio Dias não apresentássemos nossos registros profissionais. Foi um dia fatídico. Nem eu nem o Sérgio atuamos na estreia, pois não tiramos a tempo o registro. Quem acabou entrando no meu lugar e fazendo o papel da Brisa foi a Helida Lastorini.

Em seguida eu fiz um desses cursos de onze meses que no fundo não me rendeu muitos resultados, a não ser pelo fato de que foi neste curso que eu conheci o José Eldes, que era um dos professores. Dessa amizade, surgiu o Grupo Crises, que fez uma montagem de O Doente Imaginário, de Molière. Foi um espetáculo maravilhoso e meu primeiro contato com autor francês. Quem também estava nesta produção era o Felipe Martins, fazendo um dos papéis principais. Logo após O Doente Imaginário, entre outras produções infantis, a peça mais importante que participei foi o Grafitti Coração, uma adaptação de Bernardo Horta sobre o Romeu e Julieta de Shakespeare, em 1986.

Paixão em Lecionar 

Após este espetáculo aconteceram duas experiências, que eu diria, revolucionárias na minha vida pessoal e na minha carreira que foram começar a ensaiar o João e Maria com o Grupo Tapa e conhecer a Susanna Kruger, codiretora da Cia. Atores de Laura e atualmente minha ex-mulher, que veio a ser mãe de meus filhos.

No mesmo período eu também comecei a ensaiar como ator em Nossa Senhora das Flores, de Jean Genet, que apresentamos no palco do Cacilda Becker. A peça com sua poética do submundo e sobre os dois travestis foi bastante revolucionária para a época. Eu falo até com certa emoção, pois foi um “desaburguesamento” fundamental para a minha carreira. Eu sou completamente apaixonado pelo trabalho do Jean Genet. Anos depois eu voltei a dirigi-lo, no Centro Cultural Banco do Brasil, com a peça Os Esplêndidos.

E em seguida começou minha história com a Susanna, estreamos João e Maria, peça em que fui indicado como ator, prêmio Cenacem e como consequência disso criamos a Cia. Atores de Laura. A Susanna Kruger e a Cristina Bittencourt davam aulas no Casa de Cultura Laura Alvim. Fazia parte também do corpo de professores, eu e o Eduardo Wotsik e isso proporcionou criamos o grupo lá. Até hoje eu e a Susanna continuamos a dar aulas lá.

Antes disso, eu já tinha dado aula no Colégio Liessen. Desde jovem eu gostava de lecionar. Essa é a maior paixão eu que tenho. Eu acho até que sou um diretor bacana e apesar de minhas inseguranças como ator, eu amo atuar e tento sempre fazer um bom trabalho.

Mas talvez o que eu faça melhor seja dar aula. Dar aula é um laboratório, é um espaço que pode ser usado para experimentação e para pesquisa. E isso, eu posso afirmar com muita tranquilidade que é o que eu tenho de mais especial nessa vida. Eu sinto que é minha potência máxima.

Eu leciono há dezoito anos, sem parar e sem tirar férias. Mas eu não me importo, pois como disse, é a paixão que tenho. Ao mesmo tempo, eu consigo ganhar experiências com isso. Quando eu penso, “nossa, são dezoito anos”, eu fico impressionado, porque nunca é uma turma de cada vez. Agora por exemplo, eu estou ministrando para quatro turmas. E isso é a minha vida, o meu sustento.

Dar aula também é interessante porque você como professor, vê o tempo fluir. Acompanhar a formação dos alunos é você ver o tempo projetado nestas pessoas. São marcas do tempo, pois você vê as pessoas se formando, continuando, indo embora. Tem atores da Companhia, por exemplo, que começaram na turma de iniciantes, passaram para a turma dos intermediários, e depois foram para a turma dos profissionais e hoje em dia estão aí fazendo cinema, teatro e ganhando prêmios.

Atores de Laura

E em paralelo às aulas, eu vou tocando outros projetos. Desde a criação da Cia. Atores de Laura, nós já montamos dois infantis: A Flauta Mágica, com adaptação do Celso Lemos e A Casa Bem Assombrada, que é um texto maravilhoso da Susanna Kruger. Dirigi também, em 2006, o Marcius Melhem e o Leandro Hassum, no espetáculo Nós no Tempo. Trabalhar com os dois foi muito divertido, e vou te confessar que os ensaios foram dos mais engraçados da minha carreira. Esse projeto funcionou também como uma válvula de escape, já que no mesmo período eu estava ensaiando com os Atores de Laura, Nize, um espetáculo bem angustiante sobre a psiquiatra Nize da Silveira.

Passagem Pelo Tapa

Antes de criarmos a Cia. Atores de Laura, a Susanna já vinha de uma longa trajetória no Grupo Tapa com boas experiências de grupo, e eu, por outro lado, ainda era muito cru, mas queria muito vivenciar essa experiência de trabalhar com uma companhia. Desde aquela época, e até hoje, eu acredito que essa é a experiência mais potente do teatro, onde o artista pode ter um aprofundamento radical de pesquisa e de experimentação, e o grupo de construir alguma coisa realmente contundente e que seja significativo para todos.

Nosso primeiro espetáculo com a Cia. Atores de Laura foi A Entrevista, em 1982, que é um texto meu e do Lu Lewison. Nossa sorte foi que o Ivan Albuquerque e o Rubens Corrêa vieram ver um dos ensaios, se apaixonaram pelo texto e nos convidaram para uma temporada de seis meses no Teatro Ipanema.

O Teatro Jovem

Sinceramente falando eu acho que essa classificação do que é teatro jovem tem uma conotação um tanto mercadológica. Isso é uma tendência que vem no lastro de Confissões de Adolescente, que foi o boom daquela época, e ao mesmo tempo a Coca-Cola percebeu na ocasião uma oportunidade de mercado. E a classe se adequou a isso de alguma forma.

Nós, por exemplo, apresentamos na época dois espetáculos, o Romeu e Isolda e Decote, que tiveram uma ótima repercussão com o público jovem apesar de eu achar que ele seria um espetáculo adulto. Posteriormente, apresentamos à convite do governo francês, Romeu e Isolda, no Festival de Jeune Public, em Lyon, na França e eles adoraram. Acho que essa intitulação de teatro jovem foi até conveniente para nossa companhia. Não só pelo sucesso com o público, mas também porque foi uma delícia esse período, nós ganhamos diversos prêmios e a companhia ganhou uma visibilidade maior. Foi uma fase importante para nosso currículo. Entretanto também teve seu lado negativo. Durante muitos anos nós ficamos estigmatizados como uma companhia de teatro jovem. E isso de você ser tachado, é ruim.

Uma Nova Casa

Atualmente, o grande patrocinador da Companhia Atores de Laura é, sem dúvida nenhuma, o Norte Shopping. Essa parceria é um marco da nossa trajetória. Antes do teatro chegar às nossas mãos, quem cuidava do espaço era o Miguel Falabella. Só que essa relação se esgotou e a direção do Shopping, que é a proprietária do teatro, telefonou um dia para a gente perguntando se interessaria para a Companhia cuidar do teatro.

Eu e Susanna fomos visitar o teatro. No começo eu fiquei receoso por causa da distância. Achava o local bem longe. Mas quando a gente entrou no teatro, foi amor à primeira vista. É engraçado porque a entrada do Teatro tem um foyer bem estreito. Mas quando abrimos a porta para a plateia, e que começamos a andar pelo palco, a sensação foi de arrepio no corpo inteiro.

Nós propusemos ao Norte Shopping, um diferencial de postura em relação ao mercado, e que foi totalmente aceita por eles, que seria a disponibilização de operadores de som e luz para as produções que se apresentassem lá. Essa parceria foi boa para os dois lados, porque o Teatro Miguel Falabela é economicamente inviável e deficitário para o shopping, e ao mesmo tempo é uma subvenção para a companhia. Lá nós conseguimos tirar um percentual para investir num fundo para a companhia, conseguimos uma receita mínima por mês para os artistas dos Atores de Laura, além de ser um ótimo espaço de ensaio. Eu vou três vezes por semana, há seis anos, feliz da vida. Aliás, antes de vir para cá, eu estava lá ensaiando.

O shopping tem um grupo de empresários, de grandes empreendedores, mas que não conheciam nada de teatro, e eles nos deram total liberdade para administrar, inclusive para mudar o nome, colocando algo relacionado aos Atores de Laura. Mas isso já seria uma vaidade de nossa parte. Resolvemos deixar o mesmo nome, até porque o nome do Miguel foi escolhido em uma pesquisa na comunidade da Zona Norte.

Um Novo Desaburguesamento

São seis anos de Norte Shopping, dedicados ao teatro, a nossa Companhia e a um trabalho, muito forte, voltado para a Zona Norte, que vai desde alunos que participam de nossos cursos até atividades comunitárias que organizamos com os moradores da região. E toda essa mudança, foi para mim um novo desaburguesamento. Nossa sede deixou de ser a praia de Ipanema, na Vieira Souto e passou a ser a Dom Elder Câmara, na Zona Norte.

É uma coisa meio missionária sair toda semana do Leblon e ir para o Norte Shopping. Nós temos milhares de turmas lá, diversos horários de peça, e fazemos um trabalho muito rico com a FETAERJ, além de também abrir o espaço para a classe. Mesmo assim, eu e a Susanna não deixamos de dar aula no Laura Alvim, afinal nós e a companhia ainda temos um forte vínculo pessoal com a Casa de Cultura.

Aliás, esse vínculo é só afetivo. Nós nunca tivemos nenhum vínculo institucional com a Laura Alvim. Nós nunca fomos subvencionados pela Casa de Cultura, nem mesmo quando estávamos em temporada lá. Mesmo o nome da Companhia, foi uma ideia da Susanna e criado em homenagem a atriz, e a Laura nos abençoa.

A Experiência de Dirigir Fora da Companhia

As peças que eu dirigi fora da Cia. Atores de Laura, em ordem cronológica são: Os Esplêndidos, no CCBB; Zastrosi, que foi codirigida pelo Selton Mello; o Musical Geraldo Pereira – Otelo da Mangueira, com adaptação de Gustavo Gasparani e por último, Nós no Tempo, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea.

O espetáculo Os Esplêndidos deveria ser dirigido pelo Henrique Dias, mas o CCBB já tinha oferecido um outro projeto para ele e a produção, realizada pelo Ângelo Paes Leme, teve que procurar outras opções. O CCBB acabou aprovando meu nome com a condição, que eu saísse do elenco. E claro que eu topei, até porque, eu já tinha experiência dirigindo a minha companhia.

Depois disso teve outro projeto que eu ia fazer como ator, com a proposta de também participar da direção, que foi Zastrosi. No elenco estavam Ângelo Paes Leme, Selton Mello, Patrícia Perrone e eu. A gente tinha a intenção de fazer uma direção coletiva. E a Emília Reis, atriz do Grupo Tapa, chegou para nós e disse que o projeto nunca iria dar certo, porque nós precisávamos de um diretor para odiar. Acabou que o projeto não seguiu em frente, por causa, justamente dessa questão da direção coletiva. Depois de um tempo, o Selton Mello me procurou propondo reiniciar o projeto, mas que apenas eu dirigisse e nós dois atuássemos.

Meu terceiro espetáculo foi o Geraldo Pereira, a convite da Cristiana Lara Resende e que foi meu primeiro musical e foi uma experiência muito boa e eu fiquei muito feliz com o resultado. Em seguida o Gustavo me convidou para dirigir o Otelo da Mangueira e por último, o infantil Nós no Tempo.

Satisfação de um Trabalho Continuado

Na posição de diretor, a diferença entre trabalhar na companhia e fora dela, é que fora da companhia é um trabalho pontual. Então, eu não sou tão exigente nos valores, porque eu não tenho o projeto de construir algo, a médio ou longo prazo. É óbvio que eu não abro mão de certos valores, seja na companhia ou fora dela. E é por isso que tem algumas questões que eu sou muito rigoroso na companhia, mas fora eu não sou, porque eu sei que aquele projeto é algo que vai se esgotar logo.

A outra característica que eu acho importante e que eu vivo falando para os atores da companhia, é que eles também trabalhem fora da companhia, para conhecer o outro. Procurar o desconhecido e a novidade. Na companhia, você fica muito fechado naquela região confortável do conhecimento, das competições e da sociologia do grupo. Quando você trabalha fora, isso dá uma quebrada, e você conhece outras formas de ver o mundo, conhece também outras pessoas, com questões completamente diferentes que a sua. E isso é muito importante, porque assim, diante do novo, você passa a questionar a realidade.

Todas essas experiências fora da companhia foram fantásticas, e em nenhuma delas eu saí infeliz. Mas depois de cada uma delas eu voltava louco de saudades, por causa dessa sensação de algo que se esgotava ali, naquela experiência. E para o diretor isso é muito difícil. Os atores ainda têm a temporada e a satisfação continua em outra plenitude. É algo que se estende além da estreia. Já o diretor, quando estreia uma peça, dá um vazio enorme.

Mas com a companhia, você sabe que mesmo com a peça já tendo estreado você e os atores ainda continuam pensando nela, refletindo num novo projeto, o que acaba diluindo esse sentimento de vazio.

A Teoria do Prazer

Eu costumo dizer também que é fundamental que os diretores também sejam atores. Isso é uma teoria totalmente minha. Como o diretor não tem a mesma explosão de prazer que o ator, que eu chamo de gozo da carne. O diretor acaba compensando essa falta, desenvolvendo outros prazeres não tão benéficos, como por exemplo, o prazer pelo poder. Esse enfrentamento do acaso, do risco de algo acontecer no palco, é algo que só o ator tem. Porque bem ou mal, o diretor fica ali seguro na cabine. E essa adrenalina leva a uma plenitude que só o ator atinge. Como consequência, o diretor acaba criando essa frustração e desenvolvendo outras formas de prazer.

Eu particularmente estou passando por uma grande crise, justamente por estar há mais de dois anos sem atuar. É muito importante que eu volte a atuar para buscar este equilíbrio entre a direção e a atuação. Senão eu acabo ficando muito taxado apenas como diretor e as pessoas acabam se esquecendo do ator. Por isso que eu, volta e meia estou fazendo algum trabalho como ator, na companhia.

Espetáculo Infantil X Espetáculo Adulto

Não há diferença alguma entre dirigir uma peça infantil e outra adulta e vou explicar o porquê. Quando você dirige, você tem que estar o tempo inteiro, triangulando com a plateia. Isso é, o que a plateia vai perceber dessa experiência cênica nesse momento. A única questão é não querer tratar a criança como um ser idiotizado. No espetáculo Nós do Tempo, por exemplo, tem muitas brincadeiras que os pais pegam e que as crianças não pegam, e a gente acha que esse equilíbrio é importante para o fenômeno do teatro.

O teatro infantil é a experiência do pai ou da mãe levando uma criança ao teatro. Então a gente tenta fazer uma peça que agrade a todos porque essa é a triangulação verdadeira, manter um constante diálogo entre espetáculo e plateia.

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Participação em Espetáculos para Crianças e Jovens

Como Diretor

da Cia. Atores de Laura

1995 – Romeu e Isolda, texto Cia Atores de Laura, em parceria com Susanna Kruger
1996 – Decote, texto Cia Atores de Laura, direção em parceria com e Susanna Kruger
1998 – A Casa Bem Assombrada, texto Susanna Kruger, em parceria com Susanna Kruger
1998 – O Julgamento, de Daniel Herz, inspirado em Friedrich Dürrenmatt, Casa de Cultura Laura Alvim
1999 – A Flauta Mágica, de W. A. Mozart e F. Schikaneder, adaptação Antônio Monteiro Guimarães e Celso Lemos, em parceria com Susanna Kruger
2000 – Auto da Índia, ou Arabutã, texto Cia Atores de Laura, em parceria com Susanna Kruger
2002 – As Artimanhas de Scapino, texto Molière, tradução Carlos Drumond de Andrade

Como Diretor

de Outras Produções

1999 – Melodramas do Picadeiro (As Rosas de N. Senhora), texto Celestino Silva, Teatro Gonzaguinha
2006 – Nós no Tempo, texto Daniel Adjafre e Marcius Melhem, Teatro dos Quatro
2010 – O Barbeiro de Ervilha, adaptação Vanessa Dantas, Teatro do Jockey
2014 – Fonchito e a Lua, adaptação Pedro Brício, CCBB
2014 – O Elixir do Amor, adaptação Vanessa Dantas e Josimar Carneiro, Teatro do Jockey

Participação em Espetáculos Adultos

Como Diretor

1986 – Entornando o Sonho, direção Daniel Herz e Mario Roberto
1984 – A Incrível Viagem, direção Júlio Braga
1986 – Grafitti Coração, direção Bernardo Horta

Como Diretor

da Cia. Atores de Laura

1992 – Entrevista, de Bruno Levinson e Daniel Herz, em parceria com Susanna Kruger
1994 – Cartão de Embarque, texto Bruno Levinson e Daniel Herz, em parceria com Susanna Kruger
1995 – Sonhos de uma Noite de Inverno, a partir de Shakespeare, em parceria com Susanna Kruger
2004 – O Conto de Inverno, texto William Shakespeare
2006 – N.I.S.E., texto Maria da Luz e Cia Atores de Laura
2007 – Ensaios de Mulheres, texto Jean Anouilh, adaptação Cia Atores de Laura
2011 – Adultério, texto Cia Atores de Laura
2011 – O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, adaptação Bruno Lara Resende
2012 – O Absurdo, texto Cia Atores de Laura
2013 – Beatriz, texto Cristovão Tezza, adaptação Bruno Lara Resende

Como Diretor

de Outras Produções

2000 – Os Esplêndidos, de Jean Genet
2004 – Zastrosi, em parceria de Selton Mello
2005 – Geraldo Pereira, Otelo da Mangueira, adaptação de Gustavo Gasparani

Como Ator

1985 – O Doente Imaginário, de Molière, direção José Eudes
1986 – Nossa Senhora das Flores, de Jean Genet, direção Luis Armando Queiroz e Mauricio Abudi

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Depoimento realizado no dia 05 de setembro de 2006, no Teatro Cacilda Becker, para o projeto Encontros e Oficinas