Cartaz da apresentação na Sala Lucíla Peres, da UNIRIO, de 16 a 20.11.1988

Programa, 1988

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(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)

(Capa)

UM CONTO DE HOFFMANN

(Verso da Capa)

Novembro 1988

Agradecimentos

À orientação dos professores Léo Jusi, Fátima Saadi, Marie Louse Nery, Anísio Medeiros e Jorginho de Carvalho.
À gentileza da costureira Marisa Mota
Ao apoio dos Giuduce

(Página 01)

Universidade do Rio de Janeiro e
Grupo Sobrevento
apresentam

Um Conto de Hoffmann

Adaptação do libreto, de Jules Barbier e Marcel Carré, da ópera de Jacques Offenbach, Os Contos de Hoffmann

(Páginas 02 e 03)

A Ópera e o Autor

Os Contos de Hoffmann e a derradeira ópera de Offenbach, compositor nascido em 1819, na cidade de Colônia, Alemanha, e falecido em 1880, em Paris. Para ali fora estudar música, ao quatorze anos de idade, tornando-se, além de compositor, violoncelista, regente sinfônico e diretor do teatro Bouffes Parisiens, que fundara.

Offenbach escreveu mais de uma centena de obras, das quais muitas alcançaram enorme sucesso. Eram graciosase galantes, com um humorismo musical até então desconhecido.

Os Contos de Hoffmann é a mais conhecida e mais perfeita. Aliás à correção da partitura a beleza do tema. Nela o lirismo se une ao tom satírico; a melancolia, à comicidade.

Escrita, originalmente, para ser uma peça de bonecos, foi transformada em libreto de ópera pelos próprios autores, Jules Barbier e Michel Carré, a pedido do próprio Jacques Offenbacch.

Composta de três atos, além de um prólogo e de um epílogo, a ópera foi aplaudida nos grandes centros culturais do mundo inteiro. No Rio de Janeiro, foi apresentada onze vezes no Teatro Municipal, a última delas em 1953.

O personagem central è Ernest Theodor Amadeus Hoffmann, poeta-escritor, desenhista e musicista, que viveu de 1776 a 1882, na Alemanha. Por suas páginas imaginosas e criativas, comparadas às de Edgard Allan Poe, é considerado o “genial Polichinelo do Romantismo alemão”.

A ópera contém elementos extraídos dos contos O Homem da Aréia, Contos Fantásticos e Os Irmãos Serapião.

(Páginas 04 e Verso da Última Capa)

Um Conto de Hoffmann

A direção desejava montar uma peça que tivesse muita clareza e poucas peripécias, com um fio condutor nítido, do princípio ao fim. As óperas possuem tal estrutura e Os Contos de Hoffmann, em particular, permite cortes e adaptações do texto. Daí, a escolha de um texto tão pouco ortodoxo.

Deivdo às pequenas dimensões do palco, e a fim de não entulh-a-lo, optou-se por uma aproximação com os “teatros de brinquedo”, como os que acompanhavam antigas publicações: o texto resumido de uma peça, os personagens da mesma, para serem recortados e pintados, e o palco, que era armado em papelão.

Partindo dessa ideia, foram criados cenário, figurinos e adereços

Do Romantismo, foi explorada a liberdade da estrutura, de certo modo fragmentária, do texto. Isso possibilitou que o espetáculo se transformasse em algo similar ao teatro de cabaré, não pelo erotismo, mas pela leveza e comunicabilidade com o público. Além disso, o rompimento da quarta parede propiciou o clima desejado. Respeitando a estrutura do texto, transformou-se ainda, as árias em solilóquios, adequados sugestões a respeito de sua atuação, como numa dramaturgia através do ator, a partir de alterações feitas no próprio texto, em grupo, levando em conta os interesses de cada um e, também, a curta duração do espetáculo.às dimensões da sala.

O processo de encenação iniciou-se pelo estímulo aos atores para que trouxessem

(Última Capa)

Buscávamos um espetáculo despojado, centrado no trabalho do ator, com um texto que pudesse agradar pelo humor e pela clareza. Por isto, trabalhamos alimpeza do gesto e a procura do essencial.

Ficha Técnica

Direção: Luiz André Cherubini
Assistência Teórica: Rosita Silveirinha
Figurinos: Élida Astorga
Cenário: Gilson Motta
Produção e Administração: Grupo Sobrevento
Tradução e Adaptação: Luiz André Cherubini

Elenco

Sandra Vargas: Lutero, Olímpia
Miguel Vellinho: Hoffmann
Andréa Freire: Coppelius
Alexandre Reis: Spalanzani

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Obs.
O espetáculo estreou no Auditório da UNIRIO, em 16.11.1988 com apresentações até 20.11.1988.

Em 29 de outubro de 1988 estreou e inaugurou o horário infantil do Teatro da Aliança Francesa de Botafogo.
De 30 de novembro a 03 de dezembro de 1989, se apresentou no Teatro Aracy Balabanian, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Em 11 de abril de 1990 se apresentou no 1º Festival Internacional de Teatro Campinas

De 14 a 29 de abril de 1990, se apresentou na Sala Emilio Salles, do CCSP.