Cartaz, 1977

Barra

(INFORMAÇÕES DO CARTAZ/PROGRAMA)

Hombu apresenta

A GAIOLA DE AVATSIÚ

Criação coletiva

Elenco

Silvia Aderne: Avatsiú
Regina Linhares: Arara
Beto Coimbra: Rouxinol
Sérgio Fidalgo: Tié Sangue
Tarcísio Ortiz: Índio

Supervisão Geral: Carlos Veiga
Música: Beto Coimbra, Sérgio Fidalgo

Pulo no Ar

Pulo no ar
Furo a imaginação
Que explode em cor
De antigo que é voar…

E de novo começo a piar
Num canto piar
Num canto piar
No canto…
No canto piar!

Pássaros 

O “pássaro” é um brinquedo popular realizado no inverno no Pará, principalmente em Belém. É dramatização dançada, musicada e com traços frequentemente cômicos de um enredo cujo tema básico é a morte e ressurreição de uma ave ou de outro animal da floresta.

A influência indígena é clara nas fantasias usadas pelos participantes, utilizando penas e cocares. Em regra, a fantasia mais rica é de uma criança que representa o animal que vai morrer e depois ressuscitar. O caçador que mata a ave descobre, desolado, que ela pertencia à sua amada e resolve o impasse ressuscitando-a. E a festa prossegue. Segundo Câmara Cascudo, os Pássaros eram, no passado, os “Cordões de Bichos”, de origem indígena cortejo que acompanhava uma ave ornamental, com sugestiva e limitada coreografia de tom dramático, pois quase sempre a ave era abatida pelo caçador e ressuscitada pela ciência do pajé. O Pássaro constitui um espetáculo muito singular – uma estranha mistura de novela de rádio, burleta e teatro de revista, a que não falta certa cor local” – Edson Carneiro.
                                                                                                                                                                Marcus Pereira

Ilo, este espetáculo também é seu.