Aurélio de Simoni, 2017

Origens

Eu nasci e fui criado no subúrbio do Rio de Janeiro. Nasci em Cascadura, em 1948, na Maternidade Herculano Pinheiro. Meu pai era administrador de uma exploração de uma pedreira e minha mãe, embora fosse dona de casa, dava pensão para os trabalhadores da pedreira. Era uma maneira de se ganhar mais algum trocado. Morava em Jacarepaguá, na Rua Comendador Pinto, número 2, local hoje conhecido como Morro do Fubá.
A primeira apresentação artística que vi, foi Jerônimo, Herói do Sertão num circo mambembe, lá mesmo em Jacarepaguá. Lembro que fiquei entusiasmado, não com o Jerônimo, mas com o ator que fazia o personagem Saci. Agora, teatro infantil, nunca vi.

O teatro surgiu na minha vida, de uma forma muito peculiar.  Eu morava em Bangu e estudava no Colégio Pedro II, que era uma das escolas padrão de ensino. Eu tinha 17 anos e já namorava a Aline Molinari, mãe dos meus filhos. Nesta época, fundamos um grupo que se chamava MOCA – Movimento Cultural e Artístico e montamos uma peça de teatro chamada Zé Menino – Vida e História. Nessa primeira experiência, eu não era nem iluminador nem ator. Eu fazia parte do MoQuarteto, pois o pessoal achava que eu cantava bem.

Estreamos essa peça em Campo Grande, no Teatro Arthur Azevedo, em 1965. Colamos cartazes em todos os lugares, postes, lojas, bem mambembe. Também divulgamos muito em todas as escolas da região. Enfim, conseguimos lotar o teatro. Uma curiosidade, é que Fernanda Montenegro, que eu ainda não sabia de quem se tratava, fazia uma temporada lá e não conseguia lotar o teatro.

Logo em seguida o grupo foi cassado. Estávamos em plena ditadura. Embora eu fosse o coordenador do grupo, quem foi prestar depoimento no DOPS foram outros integrantes.

Na época que trabalhava no Banco de Boston e ganhava CR$ 390,00, e estava noivo, um amigo meu me chamou dizendo que como segundo tenente poderia ganhar mais de CR$ 800,00, Como queria casar e precisava de dinheiro resolvi encarar e de 1969 a 1973 fui tenente do exercito, pelo CPOR. Fiz um curso e sai Oficial Aspirante da Reserva. Servi no 1º Batalhão de Guardas. Depois fiquei sabendo pelos presos políticos da época, que esse local era o paraíso, pois o lá ninguém encostava a mão em ninguém, pois o Major Diogo não deixava. Foi lá que conheci O Nelsinho – filho de Nelson Rodrigues, que para mim é o maior dramaturgo brasileiro – que estava preso lá no quartel. Conheci o pai, num dia que ele foi visitar o filho. É claro que naquela época eu não sabia quem era Nelson Rodrigues. Não tinha esse conhecimento, minha formação, minha luta pela sobrevivência, não me deu essa possibilidade de ter essa informação que era suprimida pela ditadura, principalmente para quem morava lá no subúrbio.

Passam os anos, eu já casado, meu filho Marcelo, tinha dois anos e minha mulher quis fazer um curso de teatro. Fez um curso preparatório com uma atriz chamada Solange Jouvan e prestou concurso para entrar na FEFIEG – Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara, que ficava na Praia do Flamengo, 132

A primeira vez a gente nunca esquece

Em 1976, ela foi chamada para fazer um espetáculo chamado Ambrósio, o Boneco, de José Luis Rodi, no Teatro Cacilda Becker. Este foi o segundo espetáculo que eu participei, apenas porque era o marido da atriz que fazia a peça. A direção era do José Roberto Mendes e contracenando como Alice, minha comadre Beth Erthal, que nessa época era casada como Zé Roberto, e foi quem chamou a Aline para participar do espetáculo.

Nessa ocasião, o Marcelo já com quatro anos queria ir para o teatro ficar com a mãe e eu o levava. Como a maquiagem dela era demorada, pois ela reproduzia o rosto do Carlitos, com uma base toda branca e um pequeno bigodinho, chegávamos com duas horas de antecedência no teatro.

No primeiro dia que fui, estava brincando com meu filho, quando chegam Zé Roberto e o produtor Sergio Becker esbaforidos. Como estavam construindo o metrô, a obra estava na frente do teatro e o transporte não chegava lá. Perguntei se precisavam de ajuda e foi aí que eu comecei a entender o que era teatro. O cenário estava chegando naquele momento e o carregamos da Praça José de Alencar até o palco. O cenário era muito simples: uma lareira, que certamente já tinha sido usado em outro espetáculo; um paneleiro de metal, com suas panelas; uma mesa e umas três cadeiras. Ajudei a colocar tudo no local, de acordo com as orientações do diretor.

No dia seguinte, voltei a perguntar ao Marcelo o que ele queria fazer e novamente ele quis ir ao teatro. Chegando lá, fiquei aborrecido, porque o cenário estava todo escondido debaixo da escada, ao fundo do palco. Enquanto os demais não chegavam, fui colocando tudo no lugar.

Quando o Zé Roberto chegou perguntou quem tinha arrumado o cenário. Fui logo dizendo que não sabia quem tinha sido o “mau caráter, que tinha colocado todo o cenário debaixo da escada. E foi aí que ele me explicou que tinha outro espetáculo a noite, e que era normal esse monta – desmonta de cenários. Comecei a entender como funcionava o Teatro.

Conclusão: o Marcelo quis ir ao teatro, todos os dias da temporada, durante dois meses e assim fui participando da equipe. Naquela época, no Cacilda Becker, não havia mesa de comando de luz. Eram chaves monofásicas na parede, ou seja, se ligava e desligava, como se fosse um interruptor. Ou seja, para sair da geral branca e entrar com a geral azul, tinha que desligar a chave de uma e ligar ao mesmo tempo, a outra chave.

Antes de acabar a temporada, o Zé Roberto me falou que teria que viajar com a Maria Pompeu para apresentações do Arena conta Zumbi e me pediu para substituí-lo na operação de luz e de som. Ele fazia os dois simultaneamente. Como eu já estava fazendo mesmo a montagem do cenário. topei. O som era operado com um gravador de rolo Akai, e tínhamos de colocar sempre a marca (líder) na cabeça de leitura.

Quando terminou a temporada, fiquei apenas com a minha vida “normal”. Eu era funcionário da rede ferroviária. Aline continuava a fazer seu curso de teatro, agora chamada de FEFIERJ – Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro e depois quando se mudou para a Urca, na Av. Paster, foi transformada em UNIRIO.

Em 1977, José Roberto Mendes resolveu remontar o Ambrósio e perguntou se eu não queria ajudar, e lá fomos nós para o teatro SESC Tijuca. Nesse teatro, eu já conheci um botão em que a luz acendia e apagava devagarzinho. Foi aí que fui apresentado as resistências, ou dimmers como são chamados hoje. Assim comecei o trabalho. No meio da temporada, Aline foi chamada pelo Zé Roberto para fazer uma substituição em Flicts, que entrava no horário seguinte, no mesmo teatro.

O operador de luz de Flicts, era o Jacaré – nunca soube o nome dele -, e que também trabalhava na TVE, me propôs de me ensinar a operação de luz do segundo espetáculo. Como eu ficava por lá, com meu filho, esperando a Aline, também topei e assim fui operando a luz dos dois espetáculos. O Jacaré só chegava para operar o espetáculo da noite.

O diretor do teatro era o Mauro A. Silveira – que naquela época era chamado de Mauro Rosth – não sei por que razão, briga no final daquele ano com o Jacaré e me propõe de ficar sendo o operador de luz do teatro. Falei com ele que eu trabalhava das 9 às 18h, no centro da cidade. Ele me disse que eu poderia chegar lá as 19 h. Assim, em janeiro de 1978 eu passei a ser o operador de luz do teatro SESC da Tijuca. Três anos depois, pedi minhas contas da rede Ferroviária Federal e me dediquei apenas ao teatro.

Como já disse, comecei a operar luz em janeiro de 1978, com Se Chovesse Vocês Estragavam Todos, direção de Clóvis Levy, iluminação de Luis Paulo Nenem. Uns quatro meses depois, chegou no teatro um espetáculo chamado O Mistério das 9 Luas, do diretor Ilo Kugliaski, mais conhecido como Ilo Krugli. Perguntei quem tinha criado a luz. Me informaram que era do Jorginho de Carvalho, que eu só conhecia de nome. Só que ele não poderia vir, pois estava preso em outro espetáculo. Quem me passou a luz, foi um dos atores do espetáculo chamado Queca Vieira, sobrinho de Silvia Aderne. Montamos a luz, e quando eu fui operar a luz do espetáculo, eu comecei a perceber que a luz estava integrada ao espetáculo, de maneira que eu não tinha visto antes. Havia climas que acompanhavam a dinâmica da montagem. Pois bem, foi essa montagem que me fez ver o que era uma luz de espetáculo.

Da operação a criação

Comecei fazendo a luz para show com o grupo Coisas Nossas, em que participavam o Caola – Carlos Augusto Didie; o Luita, irmão do Didier; o baterista Bolão e outros. Eu ía da Tijuca para o Teatro Opinião, o show era a meia-noite. Ninguém ganhava um tostão, mas era muito bom, era muito divertido. Depois do show, ia para a presidente Vargas e ficas até as quatro e meia, esperando o ônibus que me levaria para casa.

Existe uma polemica de quem me lançou no teatro. O Mauro, diretor do SESC diz que foi ele. O Haroldo de Oliveira, diretor de Ponto de Partida diz que foi ele. Enfim, foi em 1979, no SESC da Tijuca que comecei a criar a luz para teatro. O texto era do Guarnieri e o cenário do Paulo Daer, com apoio do artista plástico Lapi. O Haroldo era um negro, com um humor maravilhoso, ficava me encarnando e eu cheio de dúvidas, inseguro. Mas no final, a crítica no Yan Michalski me deu um alento muito bom: “a expressiva iluminação de Aurélio de Simoni”, foi o que ele escreveu. Também em 1979, fiz a iluminação do primeiro infantil que foi Zé Vagão da Roda Fina e sua Mãe Leopoldina, direção Júlio Cesar Cavalcanti, bem como  do espetáculo AS PRECIOSAS RIDÍCULAS, de Molière, direção de Marília Pera, no então Teatro Alaska. Daí em diante foram muitos espetáculos.

Antes de começar a criar, eu fui da equipe de montagem do Jorginho de Carvalho, onde aprendi muito. Ainda em 1979, na montagem de Os Fuzis da Senhora Carrar, direção da Tânia Pacheco – primeira mulher do Clóvis Levi – o Jorginho pediu ao Luís Paulo Nenem, para me ajudar na montagem desse espetáculo e foi aí que começamos uma parceria que durou longos anos. Tem muita gente,que imagina que fui eu que ensinei o Neném, pois sou mais velho que ele, mas não é verdade. Nenem é Nenem, porque começou com 14 anos, operando as luzes do Jorginho.

A História do Boi Tungão foi o primeiro espetáculo que eu fiz fora do SESC da Tijuca. Foi no Teatro Casa Grande, onde o Juca de Oliveira fazia um espetáculo adulto e é claro que tive que adaptar meia dúzia de refletores, em função do espetáculo adulto. Graças a Deus e aos que militam por um teatro infantil de qualidade, que essa questão melhorou muito. Quem me chamou para fazer essa luz foi o Rodrigo Faria Lima, que produzia o novo espetáculo do meu amigo José Roberto Mendes.

Em 1982 eu e Neném ganhamos o primeiro Mambembe. Falei com o Neném que ganhamos por insistência, pois trabalhamos muito. Foi o ano da Copa do Mundo e o Jorginho de Carvalho, que era o nosso mentor viajou para assistir os jogos e assim nós aproveitamos. Também foi o ano que fizemos As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant.

Espetáculo marcantes

O primeiro a gente nunca esquece, então Ponto de Partida foi muito marcante, principalmente pelo nome e por ser um texto do Guarnieri. Mas para mim, o melhor espetáculo que já fiz, participei ativamente e agradeço por estar nessa ficha técnica foi O Sermão da Quarta-feira de Cinza, direção do Moacir Chaves, com o genial Pedro Paulo Rangel. O PP, como ele é conhecido, tem a propriedade da palavra. Falei para o Moacir, que uma geral branca bastava. Não tem que fazer floreio para esse espetáculo, mas aos poucos fui criando alguns efeitos. Foi um espetáculo incrível.

Outro espetáculo, em que ganhei meu primeiro Prêmio Shell e que motivou um crítico da época, me esperar a sair do teatro foi o Caravana da Ilusão, direção do Luis Arthur Nunes, no Teatro Nelson Rodrigues.Foi um espetáculo em que me disseram eu ter pintado vários quadros.

Teve outro, da companhia Atores de Laura, em que eu usei Pirex, para fazer o efeito de água, no cenário e no ar. Foi Romeu e Isolda, direção do Daniel Herz e da Susanna Kruger, que naquela época ainda era da Cia. Foi uma luz que gostei muito de ter feito. Quando fomos para o Festival de Lyon, os franceses quando viram os Pirexs, torceram o nariz, os técnicos chamaram o diretor de palco para dar a autorização eu fiz. Quando terminou o espetáculo, todos os técnicos vieram falar comigo do resultado que dava na cena. Era o momento do afogamento que pedia um efeito e resolvi assim.

Por outro lado, teve um espetáculo que eu acreditei não ia ter pra ninguém. Fiz a luz, achando que eu ia ganhar todos os prêmios e que não ganhou nada, nem indicação. Foi Por um Fio, direção do Moacir Chaves, adaptação do livro do Drauzio Varela, cenário do Serroni, com a Regina Braga.

Eu sempre digo que eu não ensinei o Maneco, não ensinei o Paulinho, não ensinei Renato Machado, ninguém. Assim como o Jorginho também não me ensinou. É claro que não estou falando da técnica. Estou falando da maneira de como se portar em teatro. Qual é a função do iluminador. A gente não ensina ninguém a fazer luz. Costumo dizer, que quando muito, se mostra o caminho. Um dia, logo no meu começo de iluminador, encontrei com o Jorginho e disse a ele, ter feito uma luz que não estava satisfeito com o resultado. Ele me disse, algo que nunca esqueci: “ A  merda que a gente acha que fez é melhor que muita coisa boa, que os merdas fazem. Por que o teu nível de exigência, já está indo para um lado, que você vai se cobrar cada vez mais. Continue assim. O que fazemos é criação e essa busca e o entendimento do teu trabalho é que te vai levar adiante.”

O teatro em continuidade

Sou iluminador da Cia. Atores de Laura há 25 anos. Trabalho com o Moacir Chaves há 23 anos. Com o Henrique Tavares também há mais de 20 anos, entre outros. Fui do pessoal do Cabaré, do pessoal do Despertar. Essa continuidade ajuda muito no entendimento.

Mas também trabalho com novatos ou com diferentes diretores. Vou dar um exemplo. Acabei de fazer uma peça chamada Alices, direção do Leo Gama, diretor da TV Globo, que está começando a investir em teatro. Fui indicado pelo produtor, e a primeira reação do diretor foi dizer que eu era muito caro e que ele não teria condições de pagar. “Ele não é caro! Vou falar com ele” – disse o produtor. No primeiro encontro, o diretor veio muito cerimonioso. Ele me disse eu ser um mito na história do teatro, que ouvia falar de mim há muitos anos. Fui logo cortando essa história de mito, dizendo que era apenas mais um na engrenagem do teatro. “O que eu usei até ontem, vai servir, quando muito como parâmetro para a realização desse novo espetáculo, mas nunca como bíblia, por que a cada espetáculo a gente transita pelo imponderável.cada trabalho é diferente do outro. Eu posso fazer uma grande merda, mas lembre-se que se você não dizer nada, você está aceitando essa merda, então me cobre, me passe as informações que você ache importante, e que talvez eu não enxergue. Ninguém é dono da verdade. O fazer teatral é uma troca de informações, de sensações e você como diretor do espetáculo é o maestro. Eu posso ser um grande solista,mas sem a sua batuta eu posso entrar num compasso diferente”.

Eu gosto de participar de todas as etapas num espetáculo. Já participei até de leitura de mesa, quando o espetáculo ainda nem começou a ser levantado. Me lembro de participar da leitura de As Lágrimas Amargas… e a Fernanda dizer para a Renata Sorrah. – “Renatinha minha filha, eu tenho um problema sério com esse espetáculo”. “Que problema você tem?” perguntou a Renata. E Fernanda: “Eu tenho que ter tesão em você. Como vai ser isso?”. Como eu agradeço ter trabalho com essa mulher. Um ano e meio com As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, porque naquela época a gente criava e operava a luz e depois um ano viajando pelo país, com Fedra.

Mas voltando ao assunto, eu gosto de participar de todas as etapas. Já fiz até criação de luz, antes mesmo dos atores conhecerem o texto. Com o Luiz Fernando Lobo, fizemos reuniões de criação de cenário, figurino, luz, antes de começar o processo com os atores.

Quando me chamam para fazer uma luz, sempre me vem uma pergunta. Será que eu vou estar a altura da expectativa que fazem de mim. Porque quando um diretor me chama, ele tem sempre uma expectativa do resultado. Depois seguem outras questões. Que espetáculo é esse? É clássico? Contemporâneo? Qual é a proposta do autor? Aí eu vou ler o texto, porque quando você lê o texto, muitas dessas questões já são respondidas. Porque tem uma rubrica, que já dá a indicação. Se estiver escrito, no dia seguinte, houve uma mudança de tempo. Será que vai ter também uma mudança de espaço? Aí começam os ensaios e participando deles, você começa a entender a proposta do diretor, que as vezes vai contra a proposta do autor. Olha já vi muita guerra de autor com diretor. Presenciei até autor que começou a dirigir porque não concordava com o que os diretores faziam dos seus textos. Depois entra, cenário, figurino. Conclusão: iluminar, nada mais é que mostrar o trabalho dos outros.

Você pode até achar que eu estou diminuindo o meu trabalho. Não é nada disso. Para mostrar bem uma cenografia, eu tenho que saber o que é cenário. Para mostrar um figurino, tenho que saber qual é a proposta daquele figurino. Para iluminar uma coreografia, tenho que saber qual é a dinâmica daquele movimento. Então tenho que saber de tudo. Então sempre digo que o iluminador é um privilegiados, porque tudo informa a luz.

Experiências

Teatro para mim além de formação me ajudou na ação transformação da minha vida. Eu convivi com tantos personagens nesses quarenta anos e a cada experiência você só vai somando. Certamente essa ação transformadora, me fez aprender a lidar com ser humano.

Nas minhas oficinas eu digo que qualquer atividade que componha o fazer teatral, sempre estará te dando informações. . O iluminador tem que estar atento a tudo o que está acontecendo, para poder sublinhar essas propostas, que podem ser dadas por qualquer integrante do espetáculo. Eu adoro fazer uma luz de detalhes. Outra frase que eu sempre digo: quanto maior for seu conhecimento técnico, mais asas você dá a sua criatividade. A evolução técnica está acelerada. O que acontece de novidades hoje, amanhã já é antigo.

Eu sempre conto uma história que eu tive com José Wilker, durante a montagem de Assim é se lhe Parece. Eu estava vendo o ensaio, em que o personagem do Wilker após brigar com outros personagens saía de cena. Só que antes de sair, ele deu uma parada e olhou para os demais personagens. Perguntei ao Wilker, se aquela parada seria uma marca ou não, pois e ele parasse, teria uma luz em seu rosto. Ele disse que sim, e assim foi feito. Aquele efeito dava uma nova força a reação do personagem. Também eu fechava a luz nos demais personagens, para reforçar o que ele estava vendo. Quem criou essa luz? O Wilker. Foi ele que me indicou o que eu deveria fazer.

Outra história desse tipo aconteceu quando montei a luz para o espetáculo Barreado. Um dos montadores chamado Fernando me perguntou se podia dar uma sugestão. Eu disse que sim e ele apontou um santinho que ficava encima de uma porta, dizendo que seria interessante colocar uma lampadinha nele. Lembrei que a Elizabeth Savala entrava com um candeeiro e portanto não havia luz elétrica.Ele disse: é verdade, não dá para ter. É claro que dá para ter. A ideia é ótima e aí colocamos um copinho com óleo e uma velinha iluminado o santo. Eu conto essa história apenas para dizer, que basta encontrar a melhor maneira de realizar o que foi pensado. Resumindo; para criar uma luz bastam três coisas: sensibilidade, criatividade e técnica. E eu só posso ensinar a última.

O que vem pela frente

É um total desrespeito total com a cultura no país. Cultura não é algo para dar rendimentos.Mas não é como o governo pensa. Cultura tem que dar o rendimento de formação. A gente tem que tratar do micro, pois o macro está podre. Vivemos numa situação que eu começo a ter vergonha de dizer que trabalho com cultura. É triste, mas não vejo no momento, nenhuma perspectiva. Eu como iluminador, não vejo luz no fim do túnel.

1979 – O Lápis Mágico, direção Luiz Sorel, Teatro SESC Tijuca
2001 – Morte Vida Severina, direção Luiz Fernando Lobo, Teatro João Caetano

2017 – Tra-la-lá, direção Ana Paula Abreu, Teatro Oi Futuro Ipanema
2016 – A Vida de Galileu, direção Daniel Herz, Fiocruz, Tenda da Ciência
2016 – Filhote de Cruz Credo, direção Isaac Bernat, Teatro Oi Futuro Flamengo
2016 – França Antártica, direção Claudio Mendes, CCBB – Teatro II
2016 – Perdidos na Cidade, direção Claudio Mendes, CCBB – Teatro II
2015 – Chapeuzinho Vermelho como Você Nunca Viu – o Musical, direção Cleiton Morais, T. NET Rio
2015 – A Casa Bem Assombrada, direção Ivan Fernandes, Teatro Oi Ipanema
2015 – Bonitinha, mas Ordinária, direção Alexandre Boccanera, CCBB – Teatro III
2015 – Forró Miudinho, direção Sérgio Módena, Teatro Oi Ipanema
2014 – As Coisas, direção Alexandre Boccanera, Teatro Leblon, Sala Marília Pêra
2014 – As Coisas, direção Alexandre Boccanera, Teatro Fashion Mall, Sala 1
2014 – Bisa Bia, Bisa Bel, direção Joana Lebreiro, Teatro Gláucio Gill
2014 – Sambinha, direção Sérgio Módena, Teatro Gláucio Gill
2014 – Fonchito e a Lua, direção Daniel Herz, CCBB – Pátio
2014 – O Elixir do Amor, direção Daniel Herz, Teatro Municipal do Jockey
2014 – A História do Barquinho, direção André Paes Leme, Teatro Oi Futuro Ipanema
2014 – Oikos – Uma História de Amor à Terra, dir. Fabianna de M. Souza,Teatro Oi Futuro Flamengo
2014 – As Bodas de Fígaro, direção Daniel Herz, CCLA – Espaço Rogério Cardoso
2014 – Lili – Uma História de Circo, direção Isaac Bernat, Teatro Oi Futuro Ipanema
2013 – Meu Amigo Bobby, direção Cininha de Paula, Teatro Fashin Mall. Sala II
2013 – Bossa Novinha – A Festa do Pijama, direção Sérgio Modena, Teatro Oi Futuro Ipanema
2013 – Pano de Roda, direção Cia. Carroça de Mamulengos, Teatro Dulcina
2012 – Pinochio em As Aventuras de Lasanha e Ravioli, direção Ana Barroso e Monuca Biel, Oi Futuro Flamengo
2012 – A Borralheira – Uma Opereta Brasileira, dir. Fabiana de Mello Souto, Teatro Oi Casa Grande
2012 – As Coisas, direção Alexandre Boccanera, CCBB – Teatro I
2012 – Valsa Nº 6, direção Alexandre Boccanera, CCBB – Teatro I
2012 – Decote, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Teatro Miguel Falabella
2012 – O Pirata Barba Ruiva, direção Susanna Kruger, Teatro Oi Futuro Ipanema
2011 – A Bela Lasanha e a Fera Ravioli, direção Ana Barroso e Monica Biel, Teatro Gonzaguinha
2010 – Auto da Compadecida, direção Sidnei Cruz, Teatro Fashion Mall, Sala I
2010 – O Barbeiro de Ervilha, direção Daniel Herz, Teatro do Jóckey
2010 – O Índio Cauã e a Sustentabilidade, direção Luciana Martins, Teatro Fashion Mall, Sala I
2010 – Histórias da Mãe África, direção Cacá Mourthé, Caixa Cultural – Salvador
2009 – Lasanha e Ravioli em A Branca de Neve, direção Ana Barroso e Monica Biel, Teatro Gláucio Gill
2009 – 3 Marujos Perdidos no Mar, direção Cláudio Mendes, Teatro do Jokey
2008 – Como Nascem as Estrelas, direção Kátia Brito, CCBB, Teatro III
2007 – O Oco do Toco, direção Claudia Ricart, Teatro Leblon – Sala Marília Pera
2007 – A Bela Adormecida por Lasanha e Ravioli, direção A. Barroso e M. Biel, T. Maria Clara Machado
2007 – Contos da Terra dos Mil Povos, direção Priscila Camargo, Teatro SESI Graça Aranha
2006 – 2 Números, direção Alexandre Boccanera, Teatro SESC Tijuca
2006 – O Passarinho e a Borboleta, direção Marcelo Saback, Teatro das Artes
2006 – Polegarina e Outras Histórias, direção Cacá Mourthé, Teatro Gláucio Gill
2005 – O Gato de Botas ou A Turnê de Lasanha e Ravioli, direção Ana Barroso e Monica Biel, Teatro Maria Clara Machado
2004 – A Turma do Pererê, direção Stella Miranda, Teatro Carlos Gomes
2004 – Histórias da Mãe África, direção Cacá Mourthé, Centro de Cultura Laura Alvim
2004 – A Pomba Enamorada ou Uma História de Amor, direção Antônio Karnewale e Maria Assunção, Centro Cultural da Justiça Federal
2004 – Ryokai e o Lugar onde não se Morre, direção Antônio Karnewale, Teatro do Jóckey
2004 – O Mambembe, direção Amir Haddad, direção Armazém 5 do Cais do Porto
2004 – A Estreia de Lasanha e Ravioli,  direção Ana Barroso e Monica Biel, Armazém 5 do Cais do Porto e Teatro Maria Clara Machado
2004 – O Conto de Inverno, direção Daniel Herz, Teatro Miguel Falabella
2002 – Uma História Muito Estranha!, direção André Valli, Teatro Ipanema
2002 – Boca a Boca II – A Arte de Contar Histórias, direção Priscila Camargo, Casa de Cultura Laura Alvim – Porão
2002 – As Artimanhas de Scapino, direção Daniel Herz, Teatro Miguel Falabella
2001 – Morte, Vida Severina, direção Luiz Fernando Lobo, Teatro João Caetano
2001 – Memórias da Barriga, direção Maria Mariana e Cristina Bethecourt, Casa de Cultura Laura Alvim – Porão
2000 – Lasanha e Ravioli in Casa, direção Moacir Chaves, Teatro Glória
2000 – O Avarento, direção Amir Haddad, CCBB – Teatro I
2000 – Auto da Índia ou Arabutã, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Teatro Miguel Falabella
1999 – A Flauta Mágica, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Teatro Carlos Gomes, Casa de Cultura Laura Alvim
1999 – Em Cantosde Oscar Wilde, direção Ricardo Kosovski, Teatro Planetário da Gávea
1998 – A Casa Bem Assombrada, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim
1998 – Boca a Boca, direção Caíque Botkay, Teatro SESC Copacabana
1998 – Histórias de Shakespeare, direção André Paes Leme, CCBB – Teatro II
1998 – A História de Catarina, direção Moacir Chaves, Teatro Candido Mendes
1997 – Um Conto para Rosa, direção Nara Keiserman, Teatro Ziembinski
1997 – Vale a Pena Rir de Novo (Baunilha & Trioleto), direção André Paes Leme, Teatro Gláucio Gill
1997 – Folia de Rei, direção Raul Labanca, Museu da República
1997 – Branca como a Neve, direção Marcelo Valle e Marcelo Serrado, CCBB – Teatro II
1997 – Noite de Reis, direção Amir Haddad, CCBB – Teatro I
1997 – A Capital Federal, direção André Paes Leme, CCBB – Teatro I
1996 – Os Impagáveis, direção Henri Pagnoncelli, Teatro Gláucio Gill
1996 – Decote, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Teatro Gláucio Gill
1996 – Boca a Boca, direção Caíque Botkay, Teatro do Museu do Telephone
1995 – Baunilha e Trioleto – Uma Paródia do Século XVIII, direção André Paes Leme, Teatro Villa-Lobos
1995 – Romeu e Isolda, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim
1994 – Planeta Terra, direção Alexandre Pring, Teatro Cândido Mendes
1994 – Da Lapinha ao Pastoril, direção Luiz Mendonça, Lona Cultural Hermeto Pascoal
1994 – Os Amantes do Metrô, direção Renato Icarahy, CCBB – Teatro II
1993 – A Rainha Alérgica, direção Renato Icarahy, Centro de Cultura Laura Alvim
1992 – Pianíssimo, direção Karen Acioly, Teatro Villa Lobos – Espaço III
1992 – Maria Minhoca, direção João Bethencourt, Teatro SESC Tijuca
1992 – Sete Quedas – A Lenda e o Sonho, direção Lúcia Coelho, CCBB – Teatro II
1992 – Uma História de Boto Vermelho, direção Ricardo Schöpek
1992 – Rastros, Faros e Outras Pistas, direção Ivanir Callado, Casa de Cultura Laura Alvim
1991 – A Sereiazinha, direção Miguel Falabella, Teatro Clara Nunes
1990 – Muita Mentira para não Ser Verdade, direção Theotonio de Paiva, Teatro Benjamin Constant
1988 – O Pássaro Azul, direção Eduardo Wotzik, Teatro Villa Lobos
1988 – Beto e Teca, direção Renato Icarahy,Teatro dos Quatro
1986 – O Mágico de Oz, direção Waldez Ludwig, Teatro da UFF, Teatro Casa Grande
1985 – O Gato Pardo de Patrícia e Leonardo, direção Lúcia Coelho, Teatro Candido Mendes
1985 – A Arca de Noé, direção Alice Viveiros de Castro, Teatro dos Quatro
1982 – Adeus Fadas e Bruxas, direção Maria Luiza Macedo, Teatro do BNH, Teatro da UFF
1982 – Cara ou Coroa, direção Lúcia Coelho, Teatro Experimental Cacilda Becker
1981 – A Mágica da Praça, direção Ronaldo Florentino / Zé Zuca, Teatro SESC Tijuca
1981 – O Planeta Lilás, direção Luiz Sorel, Teatro Aliança Francesa daTijuca
1981 – Bambaia ou Boca de Leão, direção Mariozinho Telles, Teatro SESC Tijuca
1980 – A Estrela Guia do Oriente, direção Luiz Sorel, Teatro Aliança Francesa da Tijuca – Sala Louis Jouvet
1979 – Com Panos e Lendas, direção Ivan Merlino e Vladimir Capella, Teatro Cacilda Becker
1979 – Apenas um Conto de Fadas, direção Eduardo Tolentino de Araújo, Teatro Vannucci
1979 – Zé Vagão da Roda Fina e sua Mãe Leopoldina, direção Júlio Cesar Cavalcanti, Teatro Vannucci

Como Operador de Luz

1976 – Ambrosio, o Boneco, direção José Roberto Mendes, Teatro Cacilda Becker
1977 – Ambrosio, o Boneco, direção José Roberto Mendes, Teatro SESC Tijuca
1979 – A História do Boi Tungão, direção José Roberto Mendes, Teatro Casa Grande
1978 – Flicts, direção José Roberto Mendes, Teatro SESC Tijuca

1999 – Companheiros, direção Luiz Fernando Lobo, Teatro Glauce Rocha
2009 – Santa Maria do Circo, direção Ivo Fernandes, CCBB – Teatro II

2017 – Ubu Rei, direção Daniel Herz, Teatro Oi Casa Grande
2017 – Alices, direção Leo Gama, Teatro Leblon, Sala Maria Pera
2016 – Valsa nº 6, direção Daniel Herz, Teatro SESC Copacabana – sala Multiuso
2016 – Antigona, direção Amir Haddad, Teatro Poeirinha
2016 – Entre Corvos, direção Ary Coslov, Espaço SESC Mezanino
2016 – Guia Afetivo da Periferia, direção Marcos Vinicius Faustini, Teatro Serrador
2016 – A Cuíca do Laurindo, direção Sidnei Cruz, CCBB, Teatro I
2016 – Tudo que Há Flora, direção Daniel Herz, CCBB Teatro III
2016 – Então, direção Isaac Bernat, Teatro CCJF
2016 – Boa Noite, Professor, direção Lionel Fischer, Teatro Tablado
2016 – Sebastião – O Rio como você Nunca Viu, direção Rui Cortez, Sala Municipal Baden Powell
2016 – Acorda pra Cuspir, direção Daniel Herz, Teatro Leblon, Sala Fernanda Montenegro
2016 – Para Tão Longo Amor, direção Carlos Gradim, SESC Ginástico
2015 – Boa Noite, Mãe, direção Hugo Moss, Teatro da Sede das Cias.
2015 – Bonitinha, mas Ordinária, direção Alexandre Boccanera, Teatro CCBB, Teatro III
2015 – Eugênia, direção Sidnei Cruz, Teatro Municipal Clara Machado
2015 – 2500 por Hora, direção Moacir Chaves, Teatro Oi Futuro Flamengo
2015 – Por amor ao Mundo – Um Encontro com Hannah Arendt, direção Isaac Bernat, CCBB Teatro I
2015 – O Pena Carioca, direção Daniel Herz, Teatro Poeira
2015 – El Pânico, direção Ivan Sugahara, Espaço SESC – Teatro de Arena
2015 – Pequenos Poderes, direção Breno Sanches, Teatro da Sede das Cias.
2015 – Inutilezas, direção Moacir Chaves, Espaço SESC – Mezanino
2014 – O Homem que Tinha Memória, supervisão Isaac Bernat, Teatro Poeirinha
2014 – Desalinho, direção Isaac Bernat, Espaço SESC Mezanino
2014 – Uma Pilha de Pratos na Cozinha, direção Alexandre Borges, Teatro Gláucio Gill
2014 – Frida Kahlo, a Deusa Tehuana, direção Luís Antônio Rocha, Teatro Gláucio Gill
2014 – A Hora Perigosa, direção Danile Herz, Teatro Fashion Mall, Sala I
2014 – Fim de Partida, direção Danielle Martins de Farias, Teatro Ipanema
2014 – Lapinha, direção Édio Nunes e Vilma Melo, Teatro Clara Nunes
2014 – Para os que Estão em Casa, direção Leonardo Neto, Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
2014 – Neurótica, direção Márcio Trigo, Teatro dos Quatro
2014 – Os Intolerantes, direção Henrique Tavares, CCBB – Teatro I
2014 – Relatos de Professores, direção José Sisneiros, Teatro Princesa Isabel
2014 – À Sombra das Chuteiras Imortais, direção Henrique Tavares, Teatro SESI
2014 – A Estufa, direção Ary Coslov, Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim
2014 – Rei Lear, direção Moacir Chaves, Teatro Glauce Rocha
2013 – Caixa de Phosphoros, direção Susanna Kruger, Teatro das Artes
2013 – Fisch & Chips, direção Ary Coslov, Centro Cultural Correios
2013 – Céu sobre Chuva ou Botequim, direção Antonio Pedro, Espaço Cultural Correios
2013 – Feliz por Nada, direção Ernesto Piccolo, Teatro das Artes
2013 – A Importância de ser Perfeito, direção Daniel Herz, Caixa Cultural – Teatro de Arena
2013 – Deixa Clarear, direção Isaac Bernat, Teatro Café Pequeno
2013 – The Cachorro Manco Show, direção Moacir Chaves, Teatro Serrador
2013 – O Controlador de Tráfego Aéreo, direção Moacir Chaves, Teatro Serrador
2013 – Duas Mulheres em Preto e Branco, direção Moacir Chaves, Teatro Serrador
2013 – Beatriz, direção Daniel Herz, Casa de Cultura Laura Alvim
2012 – A Negra Felicidade, direção Moacir Chaves, Teatro Serrador
2012 – Obsessão, direção Henrique Tavares, Teatro Gláucio Gill
2012 – Calango Deu! Os Causos da Dona Zaninha, direção Isaac Bernat, Teatro Municipal Café Pequeno
2012 – Pinteresco, direção Ary Coslov, Teatro Solar de Botafogo
2012 – Casamentos & Precipícios, direção Henrique Tavares, CCLA – Espaço Rogério Cardoso
2012 – Freud – A última Sessão, direção Ticiana Studart, Centro Cultural Correios
2011 – Caixa de Phosphoros, direção Susanna Kruger, Festival Internacional de Angra dos Reis
2011 – As Polacas – Flores do Lodo, direção João das Neves – CCBB – Teatro I
2011 – Instantâneos, direção Fabianna Mello e Souza, Espaço SESC – Sala Multiuso
2011 – A Aurora da Minha Vida – um Musical Brasileiro, direção Naum Alves de Souza, Teatro SESC Ginástico
2011 – O Retorno ao Deserto, direção Moacir Chaves, Casa de Cultura Laura Alvim
2010 – Mais Respeito que sou tua Mãe, direção Miguel Falabella, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
2010 – Dzi Croquetes em Bandália, direção Ciro Barcelos, Teatro Leblom, Sala Marília Pera
2010 – O Homem Inesperado, direção Emílio de Melo, supervisão Daniel Filho, , Teatro Fashion Mall – Sala II
2010 – O Amor passou por Aqui, direção Carlos Bonow, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
2010 – A Carpa, direção Ary Coslov, Teatro Leblon – Sala Marília Pera
2010 – Mistério Bufo, direção Fábio Ferreira, Oi Futuro Flamengo
2010 – Merci, direção Moacir Chaves, Oi Futuro Flamengo
2010 – Adultério, direção Daniel Herz, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
2010 – Obsessão, direção Henrique Tavares, Teatro Fashion Mall – Sala II
2010 – Amores Perdas e meus Vestidos, direção Alexandre Reinecke, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
2010 – Bárbara ou a Mulher e o Poder, direção Maria Helena Kühner, Academia Brasileira de Letras
2010 – Igual a Você, direção Ernesto Piccolo, Teatro do Leblon, Teatro Abel
2009 – Por um Fio, direção Moacir Chaves, SESC Ginástico, Teatro SESC Anchieta
2009 – O Filho Eterno, direção Daniel Herz, Teatro Oi Futuro Flamengo
2009 – A Tartaruga de Darwin, direção Paulo Betti e Rafael Ponzi, Teatro SESI
2009 – Beatriz, direção Daniel Herz, Casa de Cultura Laura Alvim
2009 – É a Mãe, direção Ana Velloso, Teatro Leblon – Sala Tônia Carrero
2009 – Absurdo, Direção Daniel Herz, Teatro do Leblon – Sla Marília Pera
2009 – O Língua Solta, direção Xando Graça, Centro Cultural Justiça Federal
2009 – Labirinto, direção Moacir Chaves, Teatro Leblon – Sala Marília Pera
2009 – Absurdo, direção Daniel Herz, Teatro Leblon – Sala Marília Pera
2009 – Pessoas, direção Susanna Kruger, Espaço SESC – Mezanino
2009 – Santa Maria do Circo, direção Ivo Fernandes, CCBB – Teatro II
2009 – Theatro Musical Brasileiro 1860 – 1914, direção Fábio Pillar, CCBB – Teatro I
2008 – Anne Franck – o Musical, direção Isaac Bernat, CCBB – Teatro II
2008 – Isto Aqui é Rock’n’Roll  – A Little Rock Concert, direção Aloisio Abreu, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
2008 – A Invenção de Morel, direção Moacir Chaves, CCBB – Teatro I
2008 – Nenê Bonet, direção Henrique Tavares, CCBB – Teatro I
2008 – Um Homem Célebre, direção Pedro Paulo Rangel, CCBB – Teatro I
2008 – Traição, direção Ary Coslov, Teatro Solar de Botafogo
2008 – A Arte de Escutar, direção Henrique Tavares, Casa de Cultura Laura Alvim
2007 – O Baile, direção José Possi Neto, teatro SESC Ginástico
2007 – Isadora Duncan –É Dançando que a Gente se Aprende, direção Paulo Afonso Lima, Teatro Vannucci
2007 – Safári Terapêutico, direção Lionel Fischer, Casa de Cultura Laura Alvim
2007 – Ensaio de Mulheres, direção Daniel Herz, Casa de Cultura Laura Alvim
2007 – Ninguém Mais vai ser Bonzinho, direção Diego Molina, Teatro Solar de Botafogo
2007 – A Tragédia de Ismene, Princesa de Tebas, direção Moacir Chaves, CCBB – Teatro III
2007 – Um Marido Ideal, direção Moacir Chaves, CCBB – Teatro III
2007 – Macbeth, direção Moacir Chaves, Teatro Maria Clara Machado
2006 – Lavanderia Brasil, direção Moacir Chaves, Teatro dos Grandes Atores – Sala Vermelha
2006 – A Alma Imoral, supervisão Amir Haddad, Espaço SESC – Sala Multiuso
2006 – A Força do Destino, direção Henrique Tavares, Centro Cultural Telemar
2006 – N.I.S.E., direção Daniel Herz, Teatro Café Pequeno
2006 – A Força do Destino, direção Henrique Tavares, Centro Cultural Telemar
2006 – Aracy Cortes – A Rainha da Praça Tiradentes, direção Cláudio Lins, Teatro Vannucci
2005 – Ovo Frito, direção Moacir Chaves, Casa de Cultura Laura Alvim
2005 – A Glória de Nelson, direção Daniel Herz, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
2005 – Utopia, direção Moacir Chaves, Teatro Maria Clara Machado
2005 – Estatuto de Gafieira, direção Aderbal Freire-Filho, CCBB – Teatro III
2004 – Idiotas que falam Outra Língua, direção Moacir Chaves, Teatro Maria Clara Machado
2004 – Ricardo III, direção Antonio Pedro, Teatro João Caetano
2004 – Geraldo Pereira, um Escurinho Brasileiro, direção Daniel Herz, Teatro Miguel Falabella
2004 – Boca de Ouro, direção Carlos Gregório, Teatro do Jockey
2004 – Onde Canta o Sabiá, direção Antonio de Bonis, Teatro Ziembinski
2004 – As Pequenas Raposas, direção Naum Alves de Souza, CCBB – Teatro I
2003 – O Castiçal, direção Amir Haddad, Teatro Carlos Gomes
2003 – Fausto, direção Moacir Chaves, Teatro Maria Clara Machado
2003 – A Violência da Cidade, direção Moacir Chaves, CCBB – Teatro III
2003 – O Rei dos Escombros, direção Moacir Chaves, Teatro Villa-Lobos
2002 – E Agora Drummond ?, direção Maria Lucya de Lima, Teatro Gláucio Gill
2002 – Com a Pulga atrás da Orelha, direção Gracindo Junior, Tournée – Teatro Municipal de Niterói
2002 – Por Mares Nunca Dantes, direção Moacir Chaves, Embarcação Tocorimé
2002 – Valsa na Varanda, direção Mônica Alvarenga, Teatro Glauce Rocha
2002 – Inutilezas, direção Moacir Chaves, Espaço SESC – Teatro de Arena
2001/2 – Viver, direção Moacir Chaves, Teatro do Planetário da Gávea
2001 – Conduzindo Miss Daisy, direção Bibi Ferreira, Teatro Ginástico
2001 – Sermão da Quarta-Feira de Cinzas, direção Moacir Chaves, Teatro do Planetário da Gávea
2001 – Cócegas, direção Aloísio de Abreu / Luís Carlos Tourinho / Marcelo Saback / Sura Berditchevsky / Regis Faria, Teatro Cândido Mendes
2001 – Tia Zulmira e Eu, direção Aderbal Freire-Filho e Dudu Sandroni, CCBB – Teatro II
2001 – A Resistível Ascensão de Arturo Ui, direção Moacir Chaves, CCBB – Teatro I
2001 – Clara Nunes – Brasil Mestiço, direção Gustavo Gasparani, CCBB – Teatro I
2001 – Diálogo dos Pênis, direção Carlos Eduardo Novaes, Casa do Riso
2001 – Closet Show, direção Rafael Ponzi, Teatro Lelon – Sala Fernanda Montenegro
2001 – Os Coadjuvantes, direção Paulo Afonso de Lima, Espaço Cultural Sérgio Porto
2001 – O Irresistível Sr. Sloane, direção Ary Coslov, Teatro Posto 6
2001 – Fosco Aveludado Canta Discoteca do Chacrinha, direção Márcia Santos e Rômulo Medeiros,  Casa de Cultura Laura Alvim
2001 – O Homem que Viu o Disco Voador, direção Aderbal Freire-Filho, Casa da Gávea
2001 – Cenas Curtas, direção Jaquim Vicente, Casa de Cultura Laura Alvim
2000 – Uma Rede para Yemanjá, direção Tessy Callado, Teatro Villa-Lobos – Espaço III
2000 –  …Com Amor, Oscar Wilde, direção Ivone Hoffmann, Teatro SESI
2000 – João e Rosa, direção Luiz Fernando Lobo, Centro de Artes Hélio Oiticica
2000 – Dona Ninguém, direção Jesus Chediak, Teatro Vannucci
2000 – Altar do Insenso, direção Moacir Chaves, Teatro Leblon, Sala Marília Pera
1999 – As Desgraças de um Criança, direção Moacir Chaves, Teatro Museu do Telefone
1999 – Um Gosto de Mel, direção Amir Haddad, SESC Copacabana – Teatro de Arena
1999 – Companheiros, direção Luiz Fernando Lobo, Teatro Glauce Rocha
1999 – Bugiaria, direção Moacir Chaves, Teatro Glauce Rocha
1999 – O Ratos do Ano 2030, direção Flávio Migliaccio
1999 – Até que as Sogras nos Separem, direção Regiana Antonini, Teatro Clara Nunes
1998 – O Julgamento, direção Daniel Herz, Casa de Cultura Laura Alvim
1998 – O Abre Alas, direção, Charles Moeller, Teatro João Caetano
1998 – Retrato Falado, direção Henri Pagnoncelli, Teatro Gláucio Gill
1998 – A Paixão de Cristo – A História de Amor, direção Jesus Chediak, Teatro da Lagoa, Concha Acústica da UERJ
1998 – Sob um Céu de Neons, Direção Paschoal Villaboim, Teatro Posto 6
1997 – Duas Mãos, direção Demetrio Nicolau, Casa de Cultura Laura Alvim
1997 – O Rio que Sempre Riu, direção Luís Felipe de Lima, Centro Cultural Banco do Brasil
1997 – Um Bonde Chamado Desejo, direção Kiko Jaess, Teatro Tereza Rachel
1997 – Don Juan, direção Moacir Chaves, Teatro Villa-Lobos
1997 – Anônima, direção Aderbal Freire-Filho, Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro
1997 – O Carteiro e o Poeta, direção Aderbal Freire-Filho, CCBB – Teatro I
1996 – As Lobas, direção Antônio Pedro, Teatro Vannucci
1996 – The Knack – A Bossa da Conquista, direção Ary Coslov, CCBB – Teatro II
1996 – Roberto Zucco, direção Gilles Dao e Moacir Chaves, CCBB – Teatro I
1996 – Blackout, direção Eric Nielsen, Teatro Villa-Lobos
1996 – Ninguém me Ama, Ninguém me Quer, Ninguém me Chama de Baudelaire, direção Ivan Albuquerque, Teatro Rubens Correa
1995 – Lima Barreto – Ao Terceiro Dia, direção Aderbal Freire-Filho, CCBB – Teatro II
1995 – Zoo Story, direção Shimon Nahmias e Marcelo Taranto, CCBB – Teatro II, Teatro Glauce Rocha
1995 – Sonhos de uma Noite de Inverno ou Juliet’s Birthday, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim
1995 – A Revolta da Cachaça, Moacir Chaves, direção CCBB – Teatro II
1994 – O Rei Pasmado e a Rainha Nua, direção Márcio Augusto,  CCBB – Teatro II
1994 – O Reformador do Mundo, direção Luís de Lima, CCBB – Teatro II
1994 – Pirandello Nunca Mais, direção Stella Freitas e Edwin Luisi, CCBB – Teatro II
1994 – A Lição, direção Luís de Lima, CCBB – Teatro II
1994 – Cartão de Embarque, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim
1993 – Lamartine II – O Regate, direção Antonio de Bonis, CCBB – Teatro II
1993 – A Entrevista, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim
1993 – Fausto, direção Moacir Chaves, Cacilda Becker
1992 – Música, Divina Música, direção Ticiana Studart, Teatro Villa Lobos
1992 – A Caravana da Ilusão, direção Luiz Arthur Nunes, Teatro Nelson Rodrigues
1992 – Dorotéia, direção Carlos Augusto Strazzer, Teatro Posto 6
1992 – Solidão, a Comédia, direção Marcos Alvisi, Teatro Teresa Raquel
1992 – O Beco, direção Regina Bertola, CCBB – Teatro II
1992 – O Retrato de Gertrudes Stein quando Homem, direção Antonio Abujamra, CCBB – Teatro I
1991 – O Beijo no Asfalto, direção Marco Antônio Braz, Teatro Nelson Rodrigues
1991 – Esperando Godot, direção Moacir Chaves, Teatro Ipanema
1989 – Vaidades e Tolices – Brincadeiras de Tchekhov, direção Axell Ripel Hamer, Cândido Mendes, Teatro Operon
1989 – Os Cegos, de Michel Guelderode, direção Moacir Góes, Casa de Cultura Laura Alvim
1988 – A Maldição do Vale Negro, direção Luiz Arthur Nunes, Teatro Benjamin Constant
1988 – As Sereias da Zona Sul, direção Jacqueline Laurence, Teatro Clara Nunes
1988 – O Amigo da Onça, direção Paulo Betti, Teatro Dulcina
1988 – Mugnoci, direção Renato Icarahy, Teatro dos Quatro
1986 – Trair e Coçar é só Começar, direção Atílio Riccó, Teatro Princesa Isabel
1986 – Café, direção Luís Fernando Lobo, Teatro Cacilda Becker
1985 – Tá Ruço no Açougue, direção Antonio Pedro, Teatro da Cidade
1985 – Assim é (se lhe Parece), direção Paulo Betti, Teatro dos Quatro
1984 – Emily, direção Miguel Falabella, Teatro Cândido Mendes
1984 – Tio Vânia, direção Sérgio Brito, Teatro dos Quatro
1984 – Viúva, porém Honesta, direção Eduardo Tolentino de Araújo, Teatro dos Quatro
1983 – Rei Lear, direção Celso Nunes, Teatro Claras Nunes
1983 – Quem tem Medo de Itália Fausta, direção Ricardo de Almeida, Teatro dos Quatro
1983 – A Porta, direção Felipe Pinheiro e Pedro Cardoso, Teatro dos quatro
1983 – Will, direção Felipe Pinheiro, Teatro dos Quatro (com Luiz Paulo Neném)
1982 – Alguns Anos Além, direção Ricardo Waddington, Teatro Vannucci
1982 – Vai e Vem, direção André Felippe Mauro, Teatro Candido Mendes
1982 – A Megera Domada, direção Marco Antonio Palmeira, Teatro Aliança Francesa da Tijuca
1982 – As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, direção Celso Nunes, Teatro dos Quatro
1982 – A Volta por Cima, direção Domingos de Oliveira, Teatro Maison de France
1982 – Evita-me… que Assim não Dá, direção Cláudio Gaya, Teatro Rival
1982 – Jogos de Guerra, direção Claudio Torres Gonzaga, Teatro Aliança Francesa da Tijuca – Sala Louis Jouvet
1982 – Currald, direção Antonio do Valle, Teatro Tereza Rachel
1982 – Amor Vagabundo (Eternamente Nunca), direção Domingos de Oliveira, Teatro Vannucci
1982 – Os Mal-Amados, direção Pierre Astrié, Teatro Cândido Mendes
1982 – O Suicídio, direção Paulo Mamede, Teatro dos Quatro
1982 – Réquiem para uma Negra, direção Luiz Carlos Maciel, Teatro Candido Mendes
1982 – Serafim Ponte Grande, direção Buza Ferraz, Teatro Villa Lobos
1981 – Poleiro dos Anjos, direção Buza Ferraz, Teatro Candido Mendes (com Luiz Paulo Neném)
1981 – O Bravo Soldado Schweik, direção Antônio Pedro, Teatro Candido Mendes
1981 – Alzira Power, direção Pierre Astrié, Teatro Aliança Francesa de Botafogo
1981 – A Tragédia do Rei Christophe, direção Bernard Seiggnoux, Teatro Aliança Francesa da Tijuca – Sala Louis Jouvet
1981 – Barreado, direção Luiz Mendonça, Teatro dos Quatro
1981 – Cabaré S.A., direção Antônio Pedro, Teatro Rival
1981 – Madame de Sade, direção Gilles Gwizdeck, Teatro Candido Mendes (com Luiz Paulo Neném)
1981 – Cordão Umbilical, direção Luiz Sorel, Teatro Vannucci
1980 – Riso, Choro e Cuíca, direção Zeca Ligiéro, Teatro SESC Tijuca
1980 – O Último dos Nukupyrus, direção Luiz Mendonça, Teatro Rival, Cine Show Madureira
1980 – Gay Girls, direção Chico Ozanam, Teatro Alaska
1979 – Os Fuzis da Senhora Carrar, direção Tânia Pacheco, Teatro do Céu
1979 – As Preciosas Ridículas, direção Marília Pera, Teatro Alaska
1979 – Ponto de Partida, direção Haroldo de Oliveira, Teatro SESC Tijuca

Assistente de Iluminação

1991 – Ensina-me a Viver, direção Domingos de Oliveira, Teatro Villa-Lobos

Operador de VT

1979 – Ato Cultural, direção Marcos Fayd, Teatro dos Quatro e Teatro SESC Tijuca

TEATRO INFANTIL E JOVEM

Prêmio Mambembe

1998 – Prêmio de Iluminação por Em Cantos, direção Ricardo Kosoviski
1996 – Indicação a Categoria Especial (pela Iluminação de) Os Impagáveis, direção Henri Pagnoncelli
1989 – Prêmio Categoria Especial (pelo conjunto de trabalhos no ano)

Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem

1999 – A Flauta Mágica, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim

Indicações

1997 – Um Conto Para Rosa, direção Nara Keiserman, Teatro Ziembinski
1996 – Decote, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Teatro Gláucio Gill
1995 – Romeu & Isolda, direção Daniel Herz e Susanna Kruger, Casa de Cultura Laura Alvim

Prêmio Coca-Cola de Teatro Infantil

1992 – Sete Quedas – A Lenda e o Sonho, direção Lúcia Coelho, CCBB – Teatro II
1992 – Uma História de Boto Vermelho, direção Ricardo Schöpek, Casa de Cultura Laura Alvim
1992 – Rastros, Faros e Outras Pistas, direção Ivanir Callado, Casa de Cultura Laura Alvim
1991 – A Sereiazinha, direção Miguel Falabella, Teatro Clara Nunes

Indicações

1990 – Muita Mentira para não Ser Verdade, direção Theotonio de Paiva, Teatro Benjamin Constant
1988 – Pássaro Azul, direção Eduardo Wotzik, Teatro Villa Lobos

Prêmio Maria Clara Machado de Teatro Infantil

Indicações

2001/2002 – Memórias da Barriga, direção Maria Mariana e Cristina Bethecourt, Casa de Cultura Laura Alvim – Porão

Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças

2014 – Fonchito e a Lua, direção Daniel Herz, CCBB – Pátio

Indicações

2015 – A Casa Bem Assombrada, direção Ivan Fernandes, Teatro Oi Ipanema
2014 – O Elixir do Amor, direção Daniel Herz, Teatro Municipal do Jockey

Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil

2014 – Fonchito e a Lua, direção Daniel Herz, CCBB – Pátio

Indicações

2014 – Elixir do Amor, direção Daniel Herz, Teatro Municipal do Jockey
2014 – Oikos – Uma História de Amor à Terra, direção Fabianna de Mello Souza
2012 – A Borralheira – Uma Opereta Brasileira, direção Fabiana de Mello Souto, Teatro Oi Casa Grande
2009 – Como Nascem as Estrelas, direção Kátia Brito, CCBB – Teatro III
2008 – Tecendo Vassalissa, direção Monica Alvarenga, Teatro Leblom, Sala Fernanda Montenegro
2008 – Nariz de Prata, direção Susanna Kruger
2007 – A Bela Adormecida por Lasanha e Ravioli, direção Ana Barroso e Monica Bel

TEATRO ADULTO

Shell de Teatro

Premio 5º edição

1992 – Dorotéia (direção Carlos Augusto Strazzer, Teatro Posto 6), Solidão, a Comédia (direção Marcos Alvisi, Teatro Teresa Raquel) e A Caravana da Ilusão (direção Luiz Arthur Nunes, Teatro Nelson Rodrigues)

Premio 8º edição

1995 – Zoo Story, direção Shimon Nahmias e Marcelo Taranto, CCBB – Teatro II, Teatro Glauce Rocha
1995 – Romeu e Isolda, direção Susanna Krueger e Daniel Herz, Casa de Cultura Laura Alvim
1995 – Lima Barreto – Ao Terceiro Dia, direção Aderbal Freire-Filho, CCBB – Teatro II

Premio 9º edição

1996 – Roberto Zucco, direção Gilles Dao e Moacir Chaves, CCBB – Teatro I

Premio 16º edição

2003 – Veneza, direção Miguel Falabella, Teatro dos Quatro

Indicações 24º edição

2009 – O Filho Eterno (1º semestre), direção Daniel Herz, Teatro Oi Futuro Flamengo

Indicações 28º edição

2015 – Meu Sabá (1º semestre), direção Daniel Herz, espaço Cultural Sérgio Porto

Prêmio Mambembe

Adulto

1982 – Prêmio na Categoria Especial (em parceria com Luís Paulo Neném (pelo conjunto de trabalhos de iluminação durante o ano, Evita-me que Assim não Dá, A Megera Domada, entre outros
1989 – Indicação por Os egos, direção
1997 – Indicação por Don Jua, direção Moacir Chaves

Entrevista realizada por Antonio Carlos Bernardes, em 01.06.2017