Programa do espetáculo que estreou em 04.01.2012, no Teatro Oi Casa Grande, Rio de Janeiro

(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)

(Capa)

Ministério da Cultura, Eletrobras Furnas, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura apresentam

A partir da ópera de Gioacchino Rossini & Libreto de Jacopo Ferretti

A BORRALHEIRA – Uma Opereta Brasileira

Adaptação do Libreto e Idealização do Projeto: Vanessa Dantas
Direção Musical, Melodias Adaptadas e Arranjos: Wladimir Pinheiro
Direção de Movimento: Marcia Rubin

Direção: Fabianna de Mello e Souza

(Verso da Capa – Desenho)

(Página 01 – Foto: Fabianna Mello e Souza)

A Borralheira é um conto sobre o triunfo da liberdade e do amor, uma história de florescimento.

Este conto tão conhecido de todos nós vem de longe, de muito tempo atrás: vem da China, passa pelo Vietnã, é contada pelos irmãos Grimm na Alemanha, cantada por Rossini na Itália…

Acontece em qualquer lugar onde exista o anseio pelo despertar!

Nossa Borralheira é brasileira. Vem de Minas. Nossa Minas imaginária de muito tempo atrás. É uma história de amadurecimento e de transformação. Angelina com a força do sonho e da bondade resiste às cinzas da humilhação e com sua grandeza d’alma conquista a sabedoria e o bem-estar.

Para orquestrar teatralmente essa opereta brasileira para crianças foi preciso compor o que chamo de “Partituras”. Conduzida pela deliciosa adaptação do texto de Vanessa Dantas e pelas lindas músicas adaptadas por Wladimir Pinheiro, tive o prazer de criar junto com os atores, estes incansáveis e talentosos atores, as partituras dos personagens, do coro, dos encontros. Partituras da paixão, das perseguições e da tempestade. Foi preciso muito fôlego!

A realização deste espetáculo foi iluminada pelo talento de uma equipe muito especial, dedicada e generosa. Muito rara.

O que fizemos desta história? Vocês já, já saberão ao assistir o nosso espetáculo, mas o que esta história fez de nós? Sim, também nos transformamos com ela, sempre movidos pelo desejo comum de merecer compartilhá-la com vocês. Agora é a hora!

“Era um rei, era uma vez…”

Fabianna Mello e Souza

“… e então Gioacchino Rossini esteve em Minas…”

Mentira! Inventei esse episódio para recriar sua música nessa terra, com nossas palavras, harmonias, vozes e instrumentos. Inventei que, bom de garfo, como era, empanturrou-se de lombo com tutu e mingau de milho verde.

Que, bom de ouvido, como era, deslumbrou-se com os tambores do congado, violas, sanfonas e com as vozes que ecoam pelas naves douradas das igrejas. Nisso e em muito mais pensei para trazer sua obra virtuosa às ladeiras da velha Gerais.

Temos em A Borralheira um belíssimo elenco que canta e toca vários instrumentos! Rossini, decerto, adoraria trabalhar assim. Elenco que leva a partitura para casa, estuda e se emociona, fazendo crescer a vontade de estrear com urgência para que muito mais gente ria e chore com a gente.

Ouço Rossini desde criança. Canto Rossini desde criança… porém, após imaginá-lo a rabiscar suas partituras na janela de um casario de Congonhas ou Ouro Preto, vendo o povo descalço pisando as ruas de pedra ao som das Caixas do Divino, eu confesso: cresceram ainda mais meu carinho e admiração. Autor, de vários dos mais célebres momentos da história da música, deve ter sido um sujeito divertido. Provavelmente brincalhão, como suas melodias repletas de piadas e gracejos escondidos entre crescendos, coloraturas, ornamentos e floreios. Pena não tê-lo conhecido pessoalmente. Eu não andava em Minas naquele tempo…

Wladimir Pinheiro

(Página 02 – Foto: Vanessa Dantas e Verônica Prates)

Quando ouvi a ópera La Cenerentola eu fiquei completamente apaixonada! Eu me senti tão inspirada que imediatamente resolvi adaptá-la para os palcos mirins, afinal de contas Cinderela é uma das minhas personagens preferidas desde que eu era pequena.

Quando escrevo ou adapto uma obra de teatro para crianças eu procuro, em primeiro lugar, consultar a menina que habita meu coração. E ela me disse que eu deveria traduzir o libreto para a nossa língua portuguesa.

Deixei fluir a ideia, mas sem que a essência da divertida versão de Ferreti se perdesse. E de repente, a história que no original se passa na província de Salerno, Itália, do final do século XVIII, passou a acontecer em Salerno de Pirapora, uma cidade fictícia do interior de Minas Gerais. E em divertidas conversas com meus grandes e eternos parceiros Glauco Bernardi e Heloisa Frederico tudo foi tomando forma: tínhamos uma pitada do nosso Aleijadinho, outra de Mestre Ataíde e muito barroco mineiro e rococó também. E aí surgiu o título: A Borralheira, Uma Opereta Brasileira! Foi quando então o amigo Zé Rescala me apresentou o talentosíssimo Wladimir Pinheiro, que logo abraçou a direção musical da minha ideia: uma obra que se mantém fiel à deslumbrante melodia de Rossini, mas com arranjos bem brasileiros.

E para orquestrar teatralmente esse mágico universo nós contamos com a fantástica batuta da Fabianna de Mello e Souza, que vem embalando este projeto com todo talento e amor do mundo. Um brinde à Fabianna! Um brinde à Camila Camuso, nossa doce e elegante produtora executiva! Um brinde à Júlia Gorman, nossa apaixonante Borralheira! Um brinde ao mestre Aurélio de Simoni, aos talentosos atores e a toda maravilhosa equipe da Borralheira, da qual me orgulho tanto! Em especial faço um brinde a amiga e também eterna parceira Marcia Rubin que me presenteou com Verônica Prates, minha maravilhosa parceira de realização. Um brinde à Verônica! Sem ela eu não teria chegado a um resultado tão feliz!

Agora, em poucos minutos a música vai começar e as cortinas irão se abrir. Dentro de um velho castelo caindo aos pedaços, mesmo entre as cinzas e a poeira, uma bela mocinha continua acreditando em seus sonhos. E eu me identifico com ela, pois sob hipótese alguma eu deixo de acreditar nos meus sonhos. A Borralheira é um grande sonho realizado.

Vanessa Dantas

Agradecimentos

Alexandre Barros, Ana Madalena Nery, Andre Rodrigues Junqueira, Carla Odorizz, Celia Pinheiro, Claudia Ribeiro, Companhia de Teatro Medieval, Diego Vivas, Édio Nunes, Flavio Werneck, Gisela Marchiori, Greco Bernardi, Julio Moretzsohn, Karen Acioly, Leandro Léo, Leonardo Bastos, Luana Camuso, Luiz Maggessi, Marcel Octavio, Maria Sader, Mariana Consoli, Marilda Rocha, Marina Considera, Pablo Sanabio, Ricardo Moreno, Ritinha Gomes, Rosa Valgode, Sara Marques, Sônia Dummont, Thaís Velloso, Thelmo Fernandes, Tim Rescala, Vitor Camuso.

(Página 03 – Foto Elenco)

Júlia Gorman, Angelina (Borralheira)
Vanessa Dantas, Clorinda
Anna Bello, Tisbélia
Danilo Timm, Don Ramiro
Wladimir Pinheiro, Dandini
Marino Rocha, Don Magnífico
Zé Rescala, Alidoro

Fabiana Tolentini, Stand in feminino

Coro – Cavalariços

Marcello Sader, Tibúrcio
Saulo Vignoli, Paschoal
Kiko do Valle, Joaquino
Guga Sabatiê, Oscar
Arthur Rozas, Ramon
Tomaz Nogueira, Cipriano

Violino: Wladimir Pinheiro
Viola: Marcello Sader
Violão: Marcello Sader, Guga Sabatiê, Danilo Timm
Violoncelo: Saulo Vignoli
Flauta Transversa: Anna Bello
Acordeão. Kiko do Valle
Pianinho de Brinquedo: Zé Rescala, Danilo Timm
Percussão: Wladimir Pinheiro, Guga Sabatiê, Arthur Rosas, Thomaz Nogueira, Danilo Timm

A partir da ópera La Cenerentola de Gioacchino Rossini e Libreto de Jacopo Ferretti

Direção: Fabianna de Mello e Souza

Adaptação do Libreto e Idealização do Projeto: Vanessa Dantas
Direção Musical, Melodias Adaptadas e Arranjos: Wladimir Pinheiro
Letras Adaptadas: Vanessa Dantas e Wladimir Pinheiro
Direção de Movimento: Marcia Rubin

Cenário, Desenhos, Objetos de Cena: Glauco Bernardi
Figurinos, Adereços, Objetos de Cena: Heloisa Frederico
Design de Som: Marcelo Claret
Iluminação: Aurélio de Simoni
Preparação Vocal: Marcello Sader
Consultoria de Técnica Vocal: Mirna Rubim
Preparação de Percussão: Raquel Ferreira
Arte Gráfica e Programação Visual: Mauro Ventura
Marketing Cultural: Gheu Tibério
Assessoria de Imprensa: Vanessa Cardoso
Fotografia: Dalton Valério

Assessoria Contábil: Crisconsult
Assessoria Jurídica: Sheila Carvalho
Assistentes de Figurino: Lili Teixeira, Anna Nodari
Assistente de Marketing Cultural: Adriana Albuquerque
Assistente de Assessoria de Imprensa: Pedro Neves
Assistente de Produção: Tiago Amorin
Bordados: Lili Teixeira
Costureira: Lurdinha
Camareiras: Viviane Verdino, Sônia Maria
Contrarregras: Antônio, Bolinho, Tiago Amorin
Designer e Confecção de Perucas: Divina Luján
Operador de Som: Carlos Esteves

Produção Executiva: Camila Camuso
Direção de Produção, Administração Financeira e Coordenação do Projeto: Verônica Prates

Realização Marcatto Produções e Quintal Produções

(Páginas 04 e 05 – Fotos Elenco)

(Página 06)

Essa é Para os Pequenos!

Você sabia?

… que a palavra ópera significa “obra” em italiano? A ópera é como se fosse uma peça de teatro, só que cantada. Foi na Itália, há mais de dois séculos, que ela surgiu pela primeira vez e o seu sucesso foi tão grande que logo ganhou o mundo todo. Há óperas italianas, francesas, russas, brasileiras, e tantas outras que fica difícil de citar todas.

… que o texto de uma ópera é conhecido como libreto? E libreto é o diminutivo da palavra livro, ou seja: é um livrinho.

… que a palavra opereta significa uma pequena ópera? É uma ópera mais curta e também mais leve, onde há também diálogos falados, canções e danças

… que a ópera italiana La Cenerentola se traduz assim: “A Cinderela”? Não é fascinante? La Cenerentola é a ópera da Cinderela. Foi Gioacchino Rossini 0quem compôs a música e o autor Jacopo Ferreti escreveu o libreto, inspirado no conto de fadas de Charles Perrault. É uma das óperas mais populares de Rossini. Quando a compôs, em 1817, ele tinha 25 anos. Nossa ópera A Borralheira é uma versão desta ópera, só que bem brasileira!

Um compositor de qualidade, di qualitá!

Gioacchino Antonio Rossini nasceu na cidade de Pesaro, Itália, em 1792. Seu pai era o corneteiro da cidade, encarregado de anunciar os acontecimentos de interesse público, e sua mãe, uma cantora de peças de comédia. A dedicação de ambos à música, como meio de sobrevivência, foi decisiva no desenvolvimento da vocação do pequeno Rossini. Ainda criança, o gênio musical começou a estudar canto e piano e logo foi chamado para cantar em igrejas. Com 15 anos ingressou no Conservatório de Bolonha, desenvolvendo seus conhecimentos musicais. Dos 17 aos 21 anos, Rossini já havia composto dez óperas, todas elas montadas no norte da Itália. Aos 37 anos já havia composto 39 óperas quando, por razões desconhecidas, resolveu abandonar a composição. Foi o maior compositor de óperas entre as décadas de 1810 e 1830, deixando para o mundo, de herança, além da ópera A Cinderela, outras obras primas: O Barbeiro de Sevilha, Guilherme Tell e muitas outras.

(Página 07 – Anúncio: Oi Casa Grande)

(Página 08)

Patrocínio

(Logos) Lei de Incentivo à Cultura,, Eletrobras Furnas, Prefeitura do Rio, FATE

Promoção

(Logos) SBT, MPB Fm, Circular, Rede Elemídia, Ideal Publicidade

Apoio

(Logos) Porto Seguro, Zona Sul, Avianca, Fotosfera, ViaMia, Paulistão, 5àSec, Trends, Voce Estudio, Rayovac, Hope, Lunetterie, Casa da Glória, Artpérola, Sinimbu, Di Santinni, Colégio Andrews, Payout, Werner.

Realização

(Logos) Marcatto Produções Artísticas, Quintal Produções, Ministério da Cultura.

(Verso da Última Capa – Desenho)

(Última Capa – Anúncio: Werner)