Programa, 2009

Convite, 2009

Barra

(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)

(Capa) 

Eletrobrás Apresenta

Da Obra de Machado de Assis

LINHA RETA E LINHA CURVA

(Contracapa)

Rio de Janeiro, outubro a dezembro de 2009

(Página 01) 

Eletrobrás
apresenta

Linha Reta e Linha Curva

da Obra de Machado de Assis

Realização Zuca Produções

(Páginas 02 e 03)

Que Delicia de Histórias!

O projeto Linha Reta & Linha Curva surgiu de uma sensação que tive há cerca de 20 anos, quando era estudante do Colégio Pedro II (contrariada pela obrigação de ler Machado de Assis para a prova de literatura…). Por sorte, na casa da minha mãe havia As Obras Completas de Machado de Assis e, por ler “o texto obrigatório”, encontrei os Contos Fluminenses. Queria conhecer um pouco mais. Passando os olhos nos títulos, achei um texto que me pareceu interessante, não muito longo e cheio de diálogos (sempre gostei de diálogos…). Li e guardei uma boa lembrança do que ele havia despertado em mim, algo mais ou menos como “que delícia de história! Até que esse cara é legal!”.

Anos mais tarde, relendo partes da obra de Machado em busca de um bom projeto, lembrei-me daquele texto tão gostoso e resolvi que seria a próxima peça da Zucca. E no final de 2008: que felicidade ver nosso nome no I Edital da Eletrobrás!

Paquerava então os Sandroni – família cheia de talentos! – há algum tempo e Paula, que já era minha amiga, tinha me proposto uma parceria. Acabei fazendo a contraproposta sobre Machado e ela topou! Com essa ajuda valiosa, conquistei seu irmão Dudu – figura preciosa e encantadora, que é do grupo dos “pra sempre” – e sua irmã Clara, que tão bem cuida do estimado Casarão do Cosme Velho e nos acolheu carinhosamente nessa empreitada. Assim, nos abrigamos na casa onde viveu Austregésilo de Atahyde (1898 -1993), notório presidente da Academia Brasileira de Letras. Tudo ficou em família: Paula, Dudu e Clara são netos de Austregésilo, portanto o local faz parte de sua infância e o projeto crescia sustentado por boas lembranças.

A escolha do casarão teve ainda um motivo especial: Joaquim Maria Machado de Assis é conhecido como Bruxo do Cosme Velho. O epíteto ganhou força no meio literário quando Carlos Drummond de Andrade publicou o poema “A um bruxo, com amor”, no qual o poeta faz referência a casa (número 18) da Rua Cosme Velho, onde Machado passou grande parte de sua vida.

O conto Linha Reta & Linha Curva, tal qual foi escrito, nos serviu tão bem, porque contém muito de dramaturgia e foi na verdade uma adaptação mais elaborada da comédia “As Forcas Caudinas”, tendo sido publicado pela primeira vez em 1865 no Jornal das Famílias, dedicado às moças – às poucas que sabiam ler naquela época. Posteriormente, foi publicado no livro Contos Fluminenses.

Meu principal desejo nesse trabalho foi o de apresentar, especialmente aos jovens, todo o humor e a ironia de um dos principais autores da literatura brasileira, através da montagem de um texto pouco conhecido, mas muito atraente e divertido.

Muitos julgam as obras do autor desinteressantes, velhas, mofadas… A proposta aqui é aproximar o jovem deste importante escritor, mundialmente reconhecido e respeitado até hoje, que soube superar limites e sérios desafios sociais e culturais da sua época. Sendo de origem humilde, mulato, gago. Filho de uma portuguesa com um pintor de paredes e neto de escravos alforriados, teve acesso aos livros graças a uma madrinha um pouco mais abastada e ao fato de seus pais serem alfabetizados – a coisa rara para os trabalhadores daquele tempo. Esses fatores favoreceram o entusiasmo do garoto Joaquim pelas letras.

Machado nasceu no Morro do Livramento em casa modesta e acabou se tornando fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras por 11 anos. Escritor já conhecido mudou-se para uma casa no Cosme Velho com sua esposa – Carolina, mulher culta e versada em gramática, grande amor da sua vida – na qual viveria até falecer, em 1908.

A mudança para lá significava a ascensão do menino pobre a uma área onde vivia grande parte da aristocracia da época.

Tomara que este exemplo de vida e de sucesso influencie positivamente os jovens de hoje. E que vocês possam se deliciar tanto quanto a gente (que se divertiu à beça durante o processo).

Muito obrigada a todos dessa equipe maravilhosa!
                                                                                                                                        Gisela de Castro – Zuca Produções

(Pagina 04)

Elenco

Gustavo Falcão: Tito
Paula Sandroni: Emília
Gisela de Castro: Adelaide
Otto Jr. Ernesto Azevedo
Gáucio Fomes: Sr. Diogo
Paulo Hamilton: Narrador

Ator substituto: Alexandre Mofati

Ficha Técnica

Texto; Machado de Assis
Direção: Dudu Sandroni
Assistente de Direção: Alexandre Mofati
Cenografia: Eduardo Roly
Figurino: Patrícia Muniz
Assistente de Cenografia: Álvaro Souza
Iluminação: Tomás Ribas
Produção Executiva: Cristiano Gonçalves
Trilha Sonora: Dudu Sandroni
Arranjos e Gravação do Piano: Alfredo Sertã (ACR Produções Musicais)
Assistente de Cenografia: Bárbara Carauta
Assistente de Figurino: Eve Rodrigues
Assistente de Iluminação: Mariana Pinto
Modelista: Lucia Lima
Make up fotos: Alessandra Montefusco
Visagismo: Marcello Labela
Paisagismo: Danilo Joppert (Irmãos Joppert Comércio de Plantas)
Camareira e Bilheteria: Márcia Guedes
Cenotécnico: Jorge Kugler
Contrarregras: Eduardo dos Santos (Duduzão) e Esequias Lucas
Operador de Luz: Alexandre Silveira de Almeida
Operador de Som: Duduzão
Assessoria de Imprensa: Armazém Comunicação
Fotografia: Ah! Fotografia (Adriana Lins e Henrique Pontual) / Jaqueline Machado
Programação Visual: Manifesto Design (Adriana Lins e Guto Lins)
Assistentes de Design: Tiago Tortora e Gustavo Duarte
Direção de Produção: Júlio Augusto Zucca

Zucca Produções
Direção: Jùlio Augusto Zucca
Direção Artística: Gisela de Castro
Equipe: Anna Ladeira, Anacris Monteiro, Thaís Flores, Luiza Carino
Realização: Zucca Produções

(Pagina 05 – Fotos Elenco) 

(Pagina 06 e 07) 

Todo Dia é dia de Machado! 

Confesso: esse espetáculo era originalmente para ter sido montado no ano passado, quando se comemoraram os 100 anos da morte do nosso escritor maior. No entanto, por obra e graça do destino de da Eletrobrás, ele só viabilizou este ano. O que para nós vinha de encontro ao nosso “mote”; todo o dia é dia de Machado! Queríamos tornar Machado cotidiano, sem adaptá-lo do ponto de vista do texto. Ao contrário, o texto ouvido por vossas mercês durante nossa representação – com exceção das entradas do personagem Azevedo – é o conto do Machado na íntegra. A nossa relação com o texto é que é contemporânea.

Peça que Virou Conto que Virou Peça

Linha Reta e Linha Curva é originalmente uma peça teatral chamada As Forças Caudinas (ver glossário). No entanto, optamos por levar à cena o conto por alguns motivos: o conto desenvolve melhor a situação criada – a trama – e não se restringe aos dois cenários da peça (casa de Adelaide no primeiro ato e casa de Emília no segundo).

No conto, Machado tem coragem de colocar a cena no jardim, na rua, na sala da casa de fulana, na sala da casa da sicrana… O escritor não encontra limites de tempo e espaço como acontece na peça. Mas o que é fundamental para o teatro, que o conto mantém e aprofunda, são os diálogos e, de quebra, somam-se a eles as narrativas, próprias dos contos, tão bem escritas pelo mestre. O conto supera a peça e, para alguém que nasceu peça, fazemos o caminho de volta e o levamos ao palco (quer dizer: um dia essa peça será apresentada num “palco” tradicional. Nos ensaios, já elaboramos esse “plano” para, quando chegar à hora, não fazermos uma adaptação improvisada: a encenação é toda trabalhada frontalmente, como se fossem vários palcos italianos). Por enquanto, vamos curtindo a possibilidade de mostrá-la aqui, nesse casarão autêntico, do tempo do Machado, a apenas alguns metros de onde o próprio Machado residiu (ali na esquina da Rua Marechal Pires Ferreira com Cosme Velho).

O Rei da Literatura e o Rei da Música

A única invencionice explícita dessa peça – perdão, não a única, mas a mais importante (das confessáveis: existem no trabalho dos artistas. No meu caso, da direção, verdades inconfessáveis, que não valem a pena ser ditas ou explicadas, ao menos no programa da peça – são para ser sentidas!), é relativa à música: o texto do Machado é pura música, mas é o próprio autor quem coloca a sua personagem ao piano. Não sei explicar exatamente porque, mas de repente me veio Roberto Carlos, com suas canções de amor. Veio forte, para ficar. Guardei comigo uns dias essa vontade, tentando ver se a tentação se afastava – afinal estamos no ano do cinquentenário do rei e poderia parecer oportunismo barato. Além disso, definitivamente estávamos trabalhando um texto elegante, com um tratamento elegante, não precisávamos de mais nada… Mas a vontade não foi embora (afinal, o melhor de RC é elegantérrimo, no mais é preconceito!)… Falei com o elenco e todos se entusiasmaram, mesmo quando argumentei com as minhas preocupações. Resolvemos experimentar e ver como soava na prática. No meio do caminho, propus que o personagem Azevedo entrasse sempre em cena recitando um texto das canções do Roberto e Erasmo – sem música, apenas os poemas. Que, ao Machado, ele viesse “lendo” uma das canções do Roberto, e que fizesse isso em todas as suas entradas. Ficou irresistível, não podíamos mais entender a peça sem a trilha sonora, cantada e falada, do Rei. De um Rei para Outro.

O Casarão Assobrado e o Teatro

Nessa casa, viveram minha avó e meu avô. Vovó Jujuca foi educada ouvindo Shakespeare recitado pelo meu bisavô, no interior de Minas Gerais (Itabirito). Nessa casa, nasceu o dramaturgo Roberto Atayde. Nos anos 1970, ele e o Aderbal Freire Filho, depois dos ensaios de Apareceu a Margarida (com Marília Pêra), de noites viradas na boêmia dos jovens, vinham aqui tomar café da manhã com vovó. Aqui também, antes da reforma para se tornar um Centro Cultural, ensaiamos (novamente com o Aderbal) O Que Diz Molero, que se tornou o melhor espetáculo de 2003. Já aberto ao público, eu e a atriz Kelzy Ecard produzimos Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu. Também já se mostraram nessas salas Hysteria (2006) e Negrinha (2009) e, dentro de alguns dias, Ester Jablonski e Ítalo Rossi estarão por aqui apresentando a sua Clarice (Lispector). A casa parece estar assumindo sua vocação para o teatro. Acredito que os fantasmas daqui devem se alegrar conosco. Gustavo, Paula (essa desde sempre!), Gisela, Gláucio, Otto, Paulo Hamilton, Júlio, Mofati, Patrícia, Edu, Tomás e todos da equipe: a partir de agora nossos fantasmas habitam esse casarão bem assombrado. Sejam bem-vindo!
                                                                                                                                                           Dudu Sandroni, setembro 2009

(Paginas 08 a 26 – Conto de Machado de Assis – LIna Reta e LInha Curva) 

(Pagina 27 – Anúncios: Swains – Alta Sapataria, Rádio Roquette Pinto e La Fiorentina) 

(Pagina 28 a 30) 

Glossário

FORCAS CAUDINAS

A Peça: As Forcas Caudinas é uma comédia em dois atos, cujo manuscrito autógrafo (escrito da própria mão do autor) pertence à Biblioteca Nacional do RJ. O volume consta de 66 folhas de papel almaço, escritas de um só lado, numeradas de 2 a 67. O autor não assinou a obra, mas pelo reconhecimento da letra é incontestavelmente uma peça de Machado de Assis. O assunto da peça é o mesmo do conto Linha Reta e Linha Curva, mudada apenas o nome de três personagens e a condição social de um deles.

Provavelmente a comédia foi escrita antes do conto, por duas razões:
a) o texto do diálogo, no conto, repete, com poucas alterações, a versão emendada da comédia;

b) na comédia, o casal está em lua-de-mel há cinco meses, tempo que o autor alterou para três meses, no início do conto. No decorrer da narrativa, porém, guiado certamente pelo texto da comédia e esquecido da alteração inicial, passa a escrever “cinco meses”. Presume-se que a peça seja de 1863 e o conto de outubro de 1865, data em que se inicia a publicação do conto do Jornal das Famílias.

Fonte: Edições Críticas de Obras de Machado de Assis – Contos Fluminenses volume 1 editora Civilização Brasileira – MÊS 1975

Significado da expressão: A batalha das Forcas Caudinas foi um encontro armado que aconteceu em 321 a.C., entre os exércitos romanos e samnitas. O comandante samnita Caio Pôncio Herénio, fez propagar a história de que os Samnitas estavam sitiando a cidade de Lucera, uma colônia romana. Os comandantes romanos, enganados por este ardil, decidiram pôr-se em funcionamento com várias legiões escolhendo a via mais rápida para esta cidade através das Forcas Caudinas sem conhecimento do terreno. Era este um estreito vale que discorria entre os montes Tifata e Taburno, que recebia o nome – Furculae Caudinae – devido à proximidade da cidade samnita de Caudim. Os soldados romanos foram vencidos e como resultado foram desarmados e despojados das suas vestimentas, unicamente vestidos com uma túnica, foram obrigados a passar um a um por baixo de uma lança horizontal disposta sobre outras duas cravadas no chão, o que obrigava os romanos a se inclinarem para as cruzar. Deste episódio, também chamado “a passagem sob o jugo”, nasceu à expressão passar sob o jugo ou passar pelas forcas caudinas, que significa ter de aceitar irremediavelmente uma situação desonrosa.

ADÔNIS
Nome Grego que significa jovem muito formoso.

BAETA
Tecido grosso de lã, rústico

CAPUCHA
Espécie de capuz usado pelas mulheres, com abas que formam uma curta pelerine sobre os ombros / Convento e ordem de S. Francisco (Capuchinhos) / À capucha significa modestamente, sem pompa.

CHOCARREIRO
Que diz chocarrices, bobagens; truão ou bufão.

DESABRIDO
Desenvolto, que não mede as conveniências, não leva em conta as considerações.

DESAIROSO
Que não tem elegância / Que não se apresenta com garbo / Desengraçado; indecoroso; vergonhoso.

EMBALDE
Debalde, em vão, inutilmente.

EPIGRAMA
Inscrição em prosa ou verso na face de um monumento / Pequena composição em verso / Pequena poesia satírica finalizada por um pensamento conceituoso ou dito picante / Alusão crítica e acerba, dito agudo / Zombaria ou palavra mordaz, que se insere na conversação ou numa composição em prosa ou verso.

ERARD
Sébastien Erard (1752-1831) – Nasceu em Strasbourg e mudou-se para Paris em 1768 para trabalhar com um fabricante de harpas. Em 1777, após várias pesquisas, criou um dos primeiros planos de mesa com estrutura reforçada. Em 1821, Pierre Erard, sobrinho de Sébastien, registrou na Inglaterra uma patente sobre um modelo a que deu o nome de “duplo escape”. Este novo sistema permitia uma maior velocidade de repetição da nota. A grande fama do nome Erard deve-se a essa invenção, muitas vezes, erradamente, atribuída a Sébastien. Até hoje o nome é famoso e um piano Erard vale muito.

EUFÔNICA
Suave; melodiosa; onde há eufonia.

GINETE
Cavalo de boa raça, ligeiro, dócil e bem adestrado; corcel / Sela grosseira usada pelos vaqueiros nordestinos / Cavaleiro armado de lança e adaga; o duelo dos ginetes nas liças / O que monta bem; bom cavaleiro.

IDÍLIO
Tipo de poema campestre que se desenvolveu entre os antigos gregos, principalmente por Teócrito. O nome deriva da palavra grega para pequena composição. Não muito extensos, os idílios passam-se entre pastores e pessoas do povo. Tratam de muitos temas como a juventude, as estações do ano, a poesia e o amor / Sonho, fantasia, devaneio. Entretenimento amoroso; amor suave e puro.

MARÌLIA DE DIRCEU
Obra célebre de Tomás Antônio Gonzaga. O poeta, patrono da cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 11/08/1744. Era filho do brasileiro Dr. João Bernardo Gonzaga e da portuguesa Tomásia Isabel Clark. Passou parte da infância no Recife e na Bahia, onde o pai servia na magistratura, e na adolescência retornou a Portugal para completar os estudos, matriculando-se na Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso de direito aos 24 anos. Tomás Antônio Gonzaga, cujo nome arcádico é Dirceu, escreveu poesias líricas, típicas do arcadismo, com temas pastoris e de galanteio, dirigidas à sua amada Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, de apenas 17 anos, sob a imagem da pastora Marília. Escreveu versos marcados por expressão própria, pela harmonização dos elementos nacionais e afetivos e por um leve toque de sensualidade. Sendo acusado de participação na Inconfidência Mineira, foi condenado e preso por três anos. Morreu em Moçambique, provavelmente entre 1809 ou 1810.

MAXIXE
O fruto do maxixeiro / Música e dança urbana, popular, em compasso rápido de dois por quatro.

MEMENTO HOMO
É uma expressão em latim que significa Lembra-te Homem. Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris, cuja tradução é Lembra-te, homem, que és pó e ao pó retornarás… Memento também pode ser: prece que se reza, durante a missa, pelos vivos e pelos mortos. Agenda na qual se anota tudo aquilo que não pode ser esquecido. Obra em que são resumidas as partes essenciais de um assunto, de uma ciência.

MOFA
Palavra ou gesto com que se mostra desprezo, com intuito de ofender / Motejo, zombaria,escárnio.

PERALVILHO
Homem que tem ridículas pretensões a elegante; janota, peralta, casquilho, almofadinha.

PRADIER
Charles Simon Pradier (1783-1974) foi um gravurista francês que trabalhou no Rio de Janeiro, onde chegou em 1816, integrado na Missão Artística Francesa. Foi o primeiro a regressar à França, em 1818, reclamando das condições de trabalho no Brasil.

REQUESTADO
Adjetivo de quem sofre requesta. Requestar: solicitar,suplicar. Perseguir com pedidos amorosos. Pretender (o amor, as atenções de alguém); namorar, cortejar, galantear.

SAFO
Safo foi uma poetisa grega que viveu na cidade de Mitilene. Nascida entre 630 e 612 a.C., foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade. No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos. A biografia de Safo é um tanto controversa e muito do que se diz a seu respeito está envolto em lendas (inclusive suas relações com mulheres). Diz-se que foi uma mulher revolucionária para a sua época e que teria criado uma escola só para mulheres na Ilha de Lesbos. Daí o nome Lesbianismo.

TABOQUEADO
Cercado com vara de taboca (que é uma espécie de bambu do Brasil ou Taquara) / Decepção; logro / Doce seco com a aparência de papel pardo.

TALAS
Apertos, embaraços

TITYRE, TU PATOLAE Início de um famoso poema bucólico de Virgílio, poeta romano (70 a.C). As Bucólicas são uma série de dez poemas curtos, de conteúdo amoroso, pastoril e a citação refere-se a 1ª frase da 1ª bucólica, que significa: “Titiro, tu que descansas…”

UFANAR-SE
Contentar-se desvanecidamente, sentir alegria orgulhosa.

VAPOROSA
Que contem vapores. Sutil, leve, tênue. Transparente / Fantástica; nebulosa; obscura / Muito magra.

VOLTARETE
Jogo com um baralho de quarenta cartas, entre três ou quatro parceiros que recebem, cada um, nove cartas. Fazer a casca significa fazer um jogo com as 13 cartas não distribuídas que ficaram na mesa. É um jogo de blefes e apostas. Em 1866 foi escrito e editado em Portugal um “Tratado sobre Voltarete”.

(Página 31 – Anúncios: Werner – Petrópolis e Zucca Produções)

(Página 32)

Agradecimentos

Às nossas famílias, Aline Aguinaga, Ana Carina, Ana Letícia Câmara, Ana Luisa Lima e Andrea Alves (Sarau), Antonio (Lavanderia Vienense), Bruno Castro, Cássio Landolfi, Clara Sandroni, Cláudia Barcellos, Cláudia Vieira, Camila MIlome Gomes e Gabriel Gomes, Companhia de Atores de Laura, Cristiane Gomes, Daniel Herz, Danilo Joppert, Djalma Limongi, Dona Conceição e equipe do Casarão Austregésilo de Atayde, Elisa Pinheiro, Gisela Kronemberg, Jorge Kreimer, Juliana e Família Costa, Juliana Feres, Lara de Castro Oliveira Lena Barbosa de Moura, Luana Alves, Luiz Antonio de Oliveira (FBN), Marcelo Olinto, Maria das Graças (Toldos), Regina Cataldi, Sandra Calaça, Sávio (Desculpe, Eu sou chique!), Tâmara Melo (crochet), Tatyana Vereza e Marieta Vereza Gomes, Tereza Cristina de Rozendo Pinto, Thiago Fragosos, Vera Gelio, William Barreto.

(Verso Última Capa) 

Eletrobrás – Maior companhia do setor de energia elétrica da Américaz Latina

Há 47 anos, a Eletrobrás investe na energia do Brasil. Na energia elétrica, motor do desenvolvimento do país, e na energia que emana das mais variadas formas de expressão do povo brasileiro. Por isso, a empresa tem por tradição o incentivo à cultura. Centenas de projetos patrocinados pela Eletrobrás têm movimentado a cena cultural do país, lançando luz sobre os palcos e espaços destinados à música, teatro, dança, cinema, artes plásticas e educação.

(Última Capa) 

10 de Outubro a 01 de Dezembro
Sábado e Domingos 17h30
2a. e 3a. 15h

O Espetáculo conta com: Tecidos da Werner Tecidos, Tingimento do Atelier de Indumentária, Sapatos Swains, Chapéus da Pralana, Lavagem dos figurinos da Lavanderia Vienense, Visagismo de Marcello Labela, Cenário com futon da Biofuton e móveis do Ao Mundo Teatral, Refeições do La Fiorentina, Camarin de pães do Canto do Pão e pastinhas de soja da Rupo, Bancos de praça da Fundação Parques e JArdins, promoção da Rádio Roquette Pinto. Realização: Zucca Produções
Lei de Incentivo a Cultura

Casarão Austregéliso de Athayde
Rua Cosme Velho, 599 (Próximo ao bondinho do Corcovado)
Reservas pelos telefones: (21) 88201600 ou 2556.5265
Lotação 40 lugares